Pular para o conteúdo

Uma seção do letramento.org

AparteO Congresso pelo que se diz na tribuna
Quarta-feira, 14 de outubro de 2026 · Edição nº 6
← Curiosidades
Curiosidades · CuriosidadeCongresso

As palavras que chegaram à tribuna: um só deputado fez mais da metade das falas com “descondenado”

Cabo Gilberto Silva (PL-PB) fez 504 das 959 falas da Câmara com a palavra. O Aparte seguiu nove palavras, de “tarifaço” a “bets”, do dia em que chegaram ao plenário ao mês em que mais se falou delas.

Mesa de pesquisa e repórter de curiosidades

Na quinta-feira, 17 de março de 2022, às 11h20, o deputado Filipe Barros (União-PR) pediu a palavra na Câmara e, ao falar de Lula, usou uma palavra que o acervo do Aparte ainda não tinha: “descondenado”. Explicou na hora: “é de fato ‘descondenado’, porque foi condenado em primeira, segunda, terceira e quarta instância, e o Supremo Tribunal Federal o ‘descondenou’”.

Desde aquele dia, a palavra apareceu em 959 falas da Câmara. Mais da metade é de um só deputado. O Cabo Gilberto Silva (PL-PB) disse “descondenado” em 504 delas. O segundo, o Sargento Gonçalves (PL-RN), em 76.

Ela é uma das nove palavras que a redação seguiu, da chegada à tribuna ao mês em que mais se falou delas. Algumas são novas. Outras mudaram de sentido.

Quando cada palavra chegou e quando mais se falou delaCada barra começa no dia da primeira fala da Câmara com a palavra, no sentido novo, e termina no mês com mais falas. À direita, quantos meses entre uma coisa e outra. Eixo de fevereiro de 2019 a outubro de 2026.
da primeira fala ao picomês de pico

Fonte: Câmara dos Deputados, dados abertos, texto integral de 71.554 falas de 395 deputados do acervo do Aparte, de fevereiro de 2019 a outubro de 2026. Partido na data da fala. Pico: o mês com mais falas com a palavra, em qualquer sentido.

Ver dados
PalavraPrimeira fala na CâmaraQuem disseMês de picoFalas no mês de picoMeses até o picoFalas na CâmaraFalas no Senado
pandemia04/02/2020Pompeo de Mattos (PDT-RS)mar/2021481135.6161.422
genocida29/04/2020Carlos Zarattini (PT-SP)mar/2021761182543
bets22/09/2020Danilo Forte (PSDB-CE)out/20255661226113
orçamento secreto11/05/2021Joseildo Ramos (PT-BA)nov/202149637565
descondenado17/03/2022Filipe Barros (União-PR)out/2025704395917
anistia07/02/2023Jorge Solla (PT-BA)abr/2025224261.604424
dosimetria31/10/2023Sargento Gonçalves (PL-RN)abr/2026413018171
tarifaço02/04/2025Danilo Forte (União-CE)ago/202545416041
PEC da blindagem27/08/2025Márcio Jerry (PCdoB-MA)set/202587113126

Descondenado: mais da metade é de um deputado

O mês com mais “descondenado” foi outubro de 2025, com 70 falas. No dia 27, uma segunda-feira, foram 22. Treze eram do Cabo Gilberto Silva, todas pedidos de palavra “pela ordem”, das 18h32 às 21h40.

Quem mais disse “descondenado” na CâmaraFalas com a palavra por deputado, de março de 2022 a outubro de 2026. Os 8 que mais disseram; ao todo, 959 falas.
  1. Cabo Gilberto SilvaPL-PB504
  2. Sargento GonçalvesPL-RN76
  3. Delegado CaveiraPL-PA66
  4. Bibo NunesPL-RS51
  5. General GirãoPL-RN27
  6. Gilvan da FederalPL-ES23
  7. Sargento FahurPSD-PR21
  8. Carlos JordyPL-RJ19

Fonte: Câmara dos Deputados, dados abertos, texto integral de 71.554 falas de 395 deputados do acervo do Aparte, de fevereiro de 2019 a outubro de 2026. Partido mais frequente nas falas com a palavra.

Ver dados
CasaDeputadoFalas com “descondenado”
CâmaraCabo Gilberto Silva PL-PB504
CâmaraSargento Gonçalves PL-RN76
CâmaraDelegado Caveira PL-PA66
CâmaraBibo Nunes PL-RS51
CâmaraGeneral Girão PL-RN27
CâmaraGilvan da Federal PL-ES23
CâmaraSargento Fahur PSD-PR21
CâmaraCarlos Jordy PL-RJ19

Desde março de 2022, a esquerda fez cerca de 17 mil falas na Câmara. Só 6 têm “descondenado”, e todas atribuem a palavra a quem está do outro lado. Na direita, são cerca de 45 a cada mil falas.

Em julho de 2025, Jandira Feghali (PCdoB-RJ) falou a quem chama o presidente “de descondenado”: “nós veremos daqui a pouco quem serão os condenados”. Em outubro, Joseildo Ramos (PT-BA) aceitou a palavra, com uma ressalva: o caminho foi legal.

A briga é sobre o que o Supremo fez. Em 24/03/2022, Bia Kicis (União-DF) disse: “Ele não foi absolvido! Ele foi ‘descondenado’ de condenações até em terceira instância”. Em 23/03/2023, depois de outra fala dela, Josenildo (PDT-AP) respondeu: “Na verdade, ele não é ‘descondenado’. O Presidente Lula tem sua ficha limpa. Ele foi absolvido pelo Supremo Tribunal Federal”.

A seção não verifica cada afirmação, mas informa as decisões oficiais. Em 8 de março de 2021, o ministro Edson Fachin, do STF, anulou as decisões da 13ª Vara Federal de Curitiba nas ações penais contra Lula e, com elas, as condenações: os casos não tinham relação direta com a Petrobras. Mandou recomeçá-los na Justiça Federal do Distrito Federal. Em abril, o Plenário confirmou.

Em 23 de março de 2021, a 2ª Turma do STF reconheceu a parcialidade do ex-juiz Sergio Moro no caso do tríplex e anulou todas as decisões dele nesse processo. O Plenário confirmou em 23 de junho. Nenhuma das decisões julgou o mérito das acusações.

Tarifaço: da conta de luz a Trump

Antes de 2025, “tarifaço” era reajuste de tarifa pública. Em 2014, no Senado, Humberto Costa (PT-PE) falou de “tarifaços amplos, gerais e irrestritos”. Em 2015, Magno Malta (PR-ES) lembrou os protestos: “foram contra o tarifaço, tarifaço de energia”. Na Câmara, até 2024, a palavra está em só 3 falas.

Em 2 de abril de 2025, a palavra trocou de alvo. Às 16h56, Danilo Forte (União-CE) falou em suprir a União Europeia “diante desse tarifaço”. No Senado, Humberto Costa avisou: “logo mais, às 17h, o mundo conhecerá a dimensão do ‘tarifaço’ de Donald Trump”. Naquele dia, a Casa Branca publicou a ordem das novas tarifas dos Estados Unidos.

Das 160 falas da Câmara com a palavra, 123 falam de Trump ou dos Estados Unidos. O pico foi agosto de 2025, com 45 falas. Desde 6 de agosto valia a tarifa adicional de 40% sobre produtos brasileiros, 50% com a tarifa-base, com uma lista de produtos isentos.

No dia 13 de agosto, foram 20 falas. Nem todos aceitaram o nome. “O que o Presidente dos Estados Unidos impõe não é um tarifaço”, disse Daniel Almeida (PCdoB-BA), “é uma tentativa, com base em mentiras, de politizar um debate que tem caráter econômico”.

Desde 2 de abril de 2025, “tarifaço” aparece em 23,2 de cada mil falas da esquerda no Congresso. Na direita, em 3,8: cerca de seis vezes menos.

Anistia, dosimetria, pacificação: um projeto, três nomes

O Projeto de Lei 2.162 chegou à Câmara em 26 de abril de 2023 com esta ementa: “Concede anistia aos participantes das manifestações reivindicatórias de motivação política”. Virou a Lei 15.402, de 8 de maio de 2026, que altera a Lei de Execução Penal e o Código Penal, depois que o Congresso derrubou o veto total de Lula, em 30 de abril.

Na tribuna, a ideia mudou de nome conforme quem falava, desde antes do projeto. Em 1º de fevereiro de 2023, no meio de uma fala de Chico Alencar (PSOL-RJ), a transcrição registra gritos vindos do plenário, sem autor identificado: “Sem anistia! Sem anistia!”

Em 7 de fevereiro, Erika Kokay (PT-DF) repetiu o mote em seu nome: “Sem anistia! Não tem que ter anistia a golpista!”

A direita usou outras palavras. Em 14 de fevereiro, Bia Kicis (PL-DF) disse que “hoje sabemos que, no Brasil, há presos políticos”. Em setembro de 2024, General Girão (PL-RN) cobrou: “Esta Casa e o País precisam de uma anistia”.

“Dosimetria” era palavra de juiz: o cálculo da pena. Em 31/10/2023, o Sargento Gonçalves (PL-RN) a levou para o 8 de janeiro: “Neste caso, não existe dosimetria: são 15 anos de cadeia.”

Em novembro de 2024, Chico Alencar separou as duas: “tem que se buscar uma dosimetria justa; e outra é a anistia para quem tramou contra o Estado Democrático de Direito”.

Na sessão de 9 de dezembro de 2025, que aprovou o texto e entrou pela madrugada, os três nomes se cruzaram. Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), um dos autores do projeto, disse que o ex-presidente “aceitou que se votasse a dosimetria” (0h20). Duda Salabert (PDT-MG): “O que está sendo votado aqui hoje não é o PL da Dosimetria”; “é a anistia” (1h04). Coronel Meira (PL-PE): “A dosimetria é o mal menor, o passo possível.” O ideal, disse, “seria aprovar uma anistia ampla, geral e irrestrita” (1h52).

Desde setembro de 2024, nas falas que ligam anistia ou dosimetria ao 8 de janeiro, contamos as palavras ditas perto delas. “Perseguição” aparece em 17% das falas da direita. Nas da esquerda, em 2%. “Golpe” ou “golpista” estão em 75% das falas da esquerda. Nas da direita, em 28%.

“Pacificação” é da direita: 8% das falas, contra 2%. “Dosimetria” é a única que os dois lados dizem por igual, perto de 16%.

As palavras de cada lado na briga da anistiaNas falas que ligam anistia ou dosimetria ao 8 de janeiro, de setembro de 2024 a outubro de 2026, a parte que tem cada palavra a até 350 caracteres de “anistia” ou “dosimetria”: 474 falas da esquerda e 370 da direita, na Câmara e no Senado.
EsquerdaDireita

Fonte: Câmara dos Deputados e Senado Federal, dados abertos, texto integral (acervo do Aparte). Entram as falas em que “anistia” ou “dosimetria” aparece a até 350 caracteres de 8 de janeiro, golpe, golpista, Bolsonaro, presos, Moraes ou PL da Dosimetria. Campo pela sigla do partido na data da fala; MDB, PSD, PSDB e outros ficam fora.

Ver dados
Palavra perto de “anistia” ou “dosimetria”EsquerdaDireitaFalas da esquerdaFalas da direita
golpe, golpista75,1%27,8%356103
democracia57,8%27,3%274101
“sem anistia”17,5%4,3%8316
impunidade13,7%1,6%656
dosimetria15,8%17,3%7564
injustiça, exagero, absurdo11,2%38,4%53142
perseguição2,3%17,3%1164
presos políticos1,3%11,9%644
pacificação1,7%7,8%829

“Dosimetria” teve o pico em abril de 2026, mês da derrubada do veto: 41 falas.

Bets: do masculino ao imposto

Em 22/09/2020, Danilo Forte (PSDB-CE) falava do futebol sem público nos estádios: “Estão aí os bets, que estão patrocinando, inclusive, alguns clubes brasileiros”. No masculino.

Em maio de 2023, no Senado, Jorge Kajuru (PSB-GO) reclamou que na televisão “tem mais propaganda da Bets do que na época de ouro da Coca-Cola”. Naquele ano, a Câmara também já dizia “as bets”.

Na Câmara, a palavra está em 13 falas de 2023 e em 11 de 2024. Em 2025, em 141.

O pico foi outubro de 2025: 56 falas, 23 delas no dia 8. Não era sobre jogo. Era o último dia da Medida Provisória 1.303, sobre aplicações financeiras, que perdeu a validade sem ser votada.

Merlong Solano (PT-PI) perguntou por que havia “tanta resistência à votação dessa matéria, que taxa as bets, os bancos e os bilionários”. José Medeiros (PL-MT) disse que, com 30% ou 40%, ninguém se importaria: “Propõem 12%.” Segundo a Agência Senado, o relator já tinha tirado do texto o aumento da alíquota das apostas on-line.

Das 226 falas da Câmara com “bets”, 84 citam bancos, bilionários, super-ricos ou a MP perto da palavra.

Mais quatro palavras

“Genocida” já existia: em 2019, 7 falas da Câmara a usaram. Os alvos iam de Nicolás Maduro à política de segurança do Rio e às ordens de Hitler. Em dezembro, Airton Faleiro (PT-PA) citou a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, para quem o governo federal operava de maneira “genocida”.

Em 29/04/2020, Carlos Zarattini (PT-SP) leu uma carta do Conselho Nacional de Saúde que classificava de “irresponsáveis, criminosas e genocidas” as atitudes do presidente Bolsonaro na pandemia. O pico veio em março de 2021: 76 falas.

Em 18/03/2021, Bibo Nunes (PSL-RS) cobrou o Conselho de Ética: na véspera, o deputado Paulão chamara o presidente da República de “genocida”. Quarenta minutos depois, Joseildo Ramos (PT-BA): “Bolsonaro, de fato, é um genocida” (9h44).

A seção não verifica cada afirmação. Em 26 de outubro de 2021, a CPI da Pandemia aprovou no Senado um relatório que pediu o indiciamento de Bolsonaro por crimes como prevaricação, charlatanismo e crimes contra a humanidade. A acusação de genocídio contra indígenas saiu do texto na véspera da apresentação, segundo a Agência Senado.

Em 2023, a palavra mudou de alvo. No Senado, Magno Malta (PL-ES) respondeu, num aparte em 10/10/2023, a uma declaração sobre o “contra-ataque genocida de Israel”: “Genocida é quem decapita criança.”

“Orçamento secreto” chegou ao plenário em 11 de maio de 2021. No mesmo dia, Claudio Cajado (PP-BA) rebateu: “não existe orçamento secreto. O Orçamento é público”.

O pico veio em novembro de 2021, com 49 falas, quando o STF suspendeu a execução das emendas de relator. No dia 9, Danilo Forte (PSDB-CE) falou do Orçamento “que alguns tacham de orçamento secreto”. Em dezembro de 2022, o STF julgou o mecanismo inconstitucional.

Em 04/02/2020, Pompeo de Mattos (PDT-RS) disse: “Nós não podemos criar uma pandemia, achar que é o fim do mundo”. A OMS declarou a pandemia de covid-19 em 11 de março. Em março de 2021, 481 falas tinham a palavra, mais de um terço das falas do mês.

Em fevereiro de 2021, sobre a mesma PEC, Adriana Ventura (Novo-SP) já dizia: “A PEC está sendo conhecida como a PEC da impunidade, a PEC da blindagem”. Em 27 de agosto de 2025, Márcio Jerry (PCdoB-MA) disse que a blindagem “já está no apelido da proposta”. No mesmo dia, o Cabo Gilberto Silva (PL-PB) disse que a imprensa recebeu ordem do Palácio do Planalto para atacar o Congresso, “falando em PEC da blindagem. Isso é mentira”.

Das 131 falas da Câmara com o nome, 87 são de setembro de 2025. A Câmara aprovou a PEC em dois turnos na noite do dia 16 e concluiu a votação no dia 17. A CCJ do Senado a rejeitou no dia 24.

Como fizemos

Lemos o texto integral de 71.554 falas da Câmara, de 395 deputados, de fevereiro de 2019 a 13 de outubro de 2026, e de 19.985 pronunciamentos do Senado, de 63 senadores, de 2011 a setembro de 2026. Os textos vêm dos dados abertos das duas Casas. É o acervo do Aparte: deputados e senadores do cadastro de candidatos de 2026. Uma deputada estava em dois arquivos, com as mesmas 50 falas: contamos cada fala uma vez.

Cada fala conta uma vez por palavra, se o texto tem a expressão, sem diferença de acento ou de maiúscula. “Descondenado” inclui o feminino e o plural; “bets” inclui “bet”.

Descoberta automática: o programa listou as palavras de cinco letras ou mais que tinham até 3 falas em 2019 e 2020 e passaram de 100 falas em algum ano depois. “Descondenado” e “tarifaço” saíram dessa lista: não estavam na pauta.

Taxa por mil falas: as falas com a palavra divididas pelo total de falas do mesmo campo e da mesma Casa no período. Assim, o lado que fala mais não ganha só por falar mais.

Falas da briga da anistia: desde 1º de setembro de 2024, na Câmara e no Senado, as falas com “anistia” (fora “Anistia Internacional”) ou “dosimetria” que têm, a até 350 caracteres dessas palavras, 8 de janeiro, golpe, golpista, Bolsonaro, presos, Moraes ou PL da Dosimetria. São 474 da esquerda e 370 da direita. “Perseguição”, “golpe” e as outras palavras do gráfico contam quando aparecem a até 350 caracteres de “anistia” ou “dosimetria”, cerca de meio parágrafo. Contadas em qualquer ponto da fala, as porcentagens sobem.

Campo é a sigla do partido na data da fala: o cabeçalho da transcrição, na Câmara, e o registro oficial, no Senado. Esquerda: PT, PSOL, PCdoB, PV, Rede, PSB, PDT, Solidariedade e menores. Direita: PL, Novo, Republicanos, PP, União, PSL, DEM, PTB, Patriota e menores. MDB, PSD, PSDB, Podemos, Cidadania, Avante e outros ficam fora das duas contas.

Homônimos e sentidos: “anistia” também é Anistia Internacional, a Lei de 1979 e o perdão de multas; “tarifaço” também é conta de luz. Para separar, o programa procura palavras-pista a até 300 caracteres da palavra. É uma aproximação: os totais valem; os sentidos valem como ordem de grandeza.

Nascimento é a primeira fala do acervo com a palavra no sentido novo; pico é o mês com mais falas com a palavra na Câmara. Cada citação foi conferida, letra por letra, no texto oficial, e o partido é o da data. O link leva à página do Diário da Câmara com a fala ou ao pronunciamento no site do Senado. Não procuramos os citados.

O que este número não diz

O acervo não é o Plenário inteiro: entram os 395 deputados e 63 senadores com texto que estão no cadastro de candidatos de 2026. Quem não é candidato não aparece, e “a primeira fala” quer dizer a primeira do acervo, não a primeira do Congresso. Há meses quase vazios: janeiro, de recesso, só existe em 2023, com 17 falas; setembro de 2022, mês de eleição, tem uma só. O campo é uma regra por sigla, a mesma para todos, e discutível: MDB, PSD e PSDB ficam fora das duas contas, e quem troca de partido muda de campo na data da troca. Contamos a forma da palavra, não a ideia. O porquê de cada pico não sai da conta: as datas de decisões vêm das fontes oficiais, e coincidir não prova causa. A seção não verifica cada afirmação feita na tribuna.

Fontes

  1. Câmara dos Deputados — API de dados abertos, discursos por deputado (texto integral)
  2. Senado Federal — dados abertos, pronunciamentos de senadores
  3. Diário da Câmara — Filipe Barros, 17/03/2022, a primeira fala com “descondenado”
  4. STF — Fachin anula condenações de Lula e manda ações penais para Justiça Federal do DF (08/03/2021)
  5. STF — Plenário confirma anulação de condenações do ex-presidente Lula na Lava Jato (15/04/2021)
  6. STF — 2ª Turma reconhece parcialidade de ex-juiz Sérgio Moro na condenação de Lula no caso Triplex (23/03/2021)
  7. STF — Plenário confirma suspeição de Sergio Moro na ação do triplex do Guarujá (23/06/2021)
  8. Casa Branca — Ordem Executiva 14257, tarifas recíprocas (02/04/2025)
  9. Casa Branca — Ordem Executiva 14323, tarifa adicional de 40% sobre o Brasil, total de 50%, com anexo de isenções (30/07/2025; vigência 7 dias depois)
  10. Senado — pronunciamento de Humberto Costa, 02/04/2025
  11. Câmara dos Deputados — PL 2.162/2023, ficha de tramitação (ementa original, aprovação, veto e derrubada)
  12. Planalto — Lei nº 15.402, de 8 de maio de 2026
  13. Diário da Câmara — Duda Salabert, 10/12/2025, votação de 10/12/2025
  14. Congresso Nacional — Medida Provisória nº 1.303/2025 (vigência encerrada em 08/10/2025)
  15. Agência Senado — Câmara retira MP do IOF de pauta e texto perderá validade (08/10/2025)
  16. Diário da Câmara — Merlong Solano, 08/10/2025, a MP 1.303 e as bets
  17. Agência Senado — Com nove crimes atribuídos a Bolsonaro, relatório da CPI é oficialmente apresentado (20/10/2021)
  18. Agência Senado — Após seis meses, CPI da Pandemia é encerrada com 80 pedidos de indiciamento (26/10/2021)
  19. STF — Plenário mantém suspensão da execução das emendas do relator (10/11/2021)
  20. STF — STF julga orçamento secreto inconstitucional (19/12/2022)
  21. OPAS/OMS — OMS afirma que COVID-19 é agora caracterizada como pandemia (11/03/2020)
  22. Câmara dos Deputados — PEC 3/2021, ficha de tramitação (dois turnos em 16/09/2025; votação concluída em 17/09)
  23. Senado Federal — PEC 3/2021, matéria 170519 (rejeitada na CCJ em 24/09/2025)

Converse com a redação

Achou um erro, tem uma dúvida, quer mais desta história? Escreva. A redação lê tudo e responde aqui, em público. Comentário e resposta passam por triagem e levam até cerca de 1 hora para aparecer. Erro que procede vira errata nesta página. As regras do balcão.

Até 1.500 caracteres. Não publicamos insulto, dado pessoal nem propaganda.

O que os leitores disseram

Abrindo o balcão…

    Mais do Aparte