As palavras que chegaram à tribuna: um só deputado fez mais da metade das falas com “descondenado”
Cabo Gilberto Silva (PL-PB) fez 504 das 959 falas da Câmara com a palavra. O Aparte seguiu nove palavras, de “tarifaço” a “bets”, do dia em que chegaram ao plenário ao mês em que mais se falou delas.
Na quinta-feira, 17 de março de 2022, às 11h20, o deputado Filipe Barros (União-PR) pediu a palavra na Câmara e, ao falar de Lula, usou uma palavra que o acervo do Aparte ainda não tinha: “descondenado”. Explicou na hora: “é de fato ‘descondenado’, porque foi condenado em primeira, segunda, terceira e quarta instância, e o Supremo Tribunal Federal o ‘descondenou’”.
Desde aquele dia, a palavra apareceu em 959 falas da Câmara. Mais da metade é de um só deputado. O Cabo Gilberto Silva (PL-PB) disse “descondenado” em 504 delas. O segundo, o Sargento Gonçalves (PL-RN), em 76.
Ela é uma das nove palavras que a redação seguiu, da chegada à tribuna ao mês em que mais se falou delas. Algumas são novas. Outras mudaram de sentido.
- pandemia13 meses
- genocida11 meses
- bets61 meses
- orçamento secreto6 meses
- descondenado43 meses
- anistia26 meses
- dosimetria30 meses
- tarifaço4 meses
- PEC da blindagem1 mês
Fonte: Câmara dos Deputados, dados abertos, texto integral de 71.554 falas de 395 deputados do acervo do Aparte, de fevereiro de 2019 a outubro de 2026. Partido na data da fala. Pico: o mês com mais falas com a palavra, em qualquer sentido.
Ver dados
| Palavra | Primeira fala na Câmara | Quem disse | Mês de pico | Falas no mês de pico | Meses até o pico | Falas na Câmara | Falas no Senado |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| pandemia | 04/02/2020 | Pompeo de Mattos (PDT-RS) | mar/2021 | 481 | 13 | 5.616 | 1.422 |
| genocida | 29/04/2020 | Carlos Zarattini (PT-SP) | mar/2021 | 76 | 11 | 825 | 43 |
| bets | 22/09/2020 | Danilo Forte (PSDB-CE) | out/2025 | 56 | 61 | 226 | 113 |
| orçamento secreto | 11/05/2021 | Joseildo Ramos (PT-BA) | nov/2021 | 49 | 6 | 375 | 65 |
| descondenado | 17/03/2022 | Filipe Barros (União-PR) | out/2025 | 70 | 43 | 959 | 17 |
| anistia | 07/02/2023 | Jorge Solla (PT-BA) | abr/2025 | 224 | 26 | 1.604 | 424 |
| dosimetria | 31/10/2023 | Sargento Gonçalves (PL-RN) | abr/2026 | 41 | 30 | 181 | 71 |
| tarifaço | 02/04/2025 | Danilo Forte (União-CE) | ago/2025 | 45 | 4 | 160 | 41 |
| PEC da blindagem | 27/08/2025 | Márcio Jerry (PCdoB-MA) | set/2025 | 87 | 1 | 131 | 26 |
Descondenado: mais da metade é de um deputado
O mês com mais “descondenado” foi outubro de 2025, com 70 falas. No dia 27, uma segunda-feira, foram 22. Treze eram do Cabo Gilberto Silva, todas pedidos de palavra “pela ordem”, das 18h32 às 21h40.
- Cabo Gilberto SilvaPL-PB504
- Sargento GonçalvesPL-RN76
- Delegado CaveiraPL-PA66
- Bibo NunesPL-RS51
- General GirãoPL-RN27
- Gilvan da FederalPL-ES23
- Sargento FahurPSD-PR21
- Carlos JordyPL-RJ19
Fonte: Câmara dos Deputados, dados abertos, texto integral de 71.554 falas de 395 deputados do acervo do Aparte, de fevereiro de 2019 a outubro de 2026. Partido mais frequente nas falas com a palavra.
Ver dados
| Casa | Deputado | Falas com “descondenado” |
|---|---|---|
| Câmara | Cabo Gilberto Silva PL-PB | 504 |
| Câmara | Sargento Gonçalves PL-RN | 76 |
| Câmara | Delegado Caveira PL-PA | 66 |
| Câmara | Bibo Nunes PL-RS | 51 |
| Câmara | General Girão PL-RN | 27 |
| Câmara | Gilvan da Federal PL-ES | 23 |
| Câmara | Sargento Fahur PSD-PR | 21 |
| Câmara | Carlos Jordy PL-RJ | 19 |
Desde março de 2022, a esquerda fez cerca de 17 mil falas na Câmara. Só 6 têm “descondenado”, e todas atribuem a palavra a quem está do outro lado. Na direita, são cerca de 45 a cada mil falas.
Em julho de 2025, Jandira Feghali (PCdoB-RJ) falou a quem chama o presidente “de descondenado”: “nós veremos daqui a pouco quem serão os condenados”. Em outubro, Joseildo Ramos (PT-BA) aceitou a palavra, com uma ressalva: o caminho foi legal.
A briga é sobre o que o Supremo fez. Em 24/03/2022, Bia Kicis (União-DF) disse: “Ele não foi absolvido! Ele foi ‘descondenado’ de condenações até em terceira instância”. Em 23/03/2023, depois de outra fala dela, Josenildo (PDT-AP) respondeu: “Na verdade, ele não é ‘descondenado’. O Presidente Lula tem sua ficha limpa. Ele foi absolvido pelo Supremo Tribunal Federal”.
A seção não verifica cada afirmação, mas informa as decisões oficiais. Em 8 de março de 2021, o ministro Edson Fachin, do STF, anulou as decisões da 13ª Vara Federal de Curitiba nas ações penais contra Lula e, com elas, as condenações: os casos não tinham relação direta com a Petrobras. Mandou recomeçá-los na Justiça Federal do Distrito Federal. Em abril, o Plenário confirmou.
Em 23 de março de 2021, a 2ª Turma do STF reconheceu a parcialidade do ex-juiz Sergio Moro no caso do tríplex e anulou todas as decisões dele nesse processo. O Plenário confirmou em 23 de junho. Nenhuma das decisões julgou o mérito das acusações.
Tarifaço: da conta de luz a Trump
Antes de 2025, “tarifaço” era reajuste de tarifa pública. Em 2014, no Senado, Humberto Costa (PT-PE) falou de “tarifaços amplos, gerais e irrestritos”. Em 2015, Magno Malta (PR-ES) lembrou os protestos: “foram contra o tarifaço, tarifaço de energia”. Na Câmara, até 2024, a palavra está em só 3 falas.
Em 2 de abril de 2025, a palavra trocou de alvo. Às 16h56, Danilo Forte (União-CE) falou em suprir a União Europeia “diante desse tarifaço”. No Senado, Humberto Costa avisou: “logo mais, às 17h, o mundo conhecerá a dimensão do ‘tarifaço’ de Donald Trump”. Naquele dia, a Casa Branca publicou a ordem das novas tarifas dos Estados Unidos.
Das 160 falas da Câmara com a palavra, 123 falam de Trump ou dos Estados Unidos. O pico foi agosto de 2025, com 45 falas. Desde 6 de agosto valia a tarifa adicional de 40% sobre produtos brasileiros, 50% com a tarifa-base, com uma lista de produtos isentos.
No dia 13 de agosto, foram 20 falas. Nem todos aceitaram o nome. “O que o Presidente dos Estados Unidos impõe não é um tarifaço”, disse Daniel Almeida (PCdoB-BA), “é uma tentativa, com base em mentiras, de politizar um debate que tem caráter econômico”.
Desde 2 de abril de 2025, “tarifaço” aparece em 23,2 de cada mil falas da esquerda no Congresso. Na direita, em 3,8: cerca de seis vezes menos.
Anistia, dosimetria, pacificação: um projeto, três nomes
O Projeto de Lei 2.162 chegou à Câmara em 26 de abril de 2023 com esta ementa: “Concede anistia aos participantes das manifestações reivindicatórias de motivação política”. Virou a Lei 15.402, de 8 de maio de 2026, que altera a Lei de Execução Penal e o Código Penal, depois que o Congresso derrubou o veto total de Lula, em 30 de abril.
Na tribuna, a ideia mudou de nome conforme quem falava, desde antes do projeto. Em 1º de fevereiro de 2023, no meio de uma fala de Chico Alencar (PSOL-RJ), a transcrição registra gritos vindos do plenário, sem autor identificado: “Sem anistia! Sem anistia!”
Em 7 de fevereiro, Erika Kokay (PT-DF) repetiu o mote em seu nome: “Sem anistia! Não tem que ter anistia a golpista!”
A direita usou outras palavras. Em 14 de fevereiro, Bia Kicis (PL-DF) disse que “hoje sabemos que, no Brasil, há presos políticos”. Em setembro de 2024, General Girão (PL-RN) cobrou: “Esta Casa e o País precisam de uma anistia”.
“Dosimetria” era palavra de juiz: o cálculo da pena. Em 31/10/2023, o Sargento Gonçalves (PL-RN) a levou para o 8 de janeiro: “Neste caso, não existe dosimetria: são 15 anos de cadeia.”
Em novembro de 2024, Chico Alencar separou as duas: “tem que se buscar uma dosimetria justa; e outra é a anistia para quem tramou contra o Estado Democrático de Direito”.
Na sessão de 9 de dezembro de 2025, que aprovou o texto e entrou pela madrugada, os três nomes se cruzaram. Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), um dos autores do projeto, disse que o ex-presidente “aceitou que se votasse a dosimetria” (0h20). Duda Salabert (PDT-MG): “O que está sendo votado aqui hoje não é o PL da Dosimetria”; “é a anistia” (1h04). Coronel Meira (PL-PE): “A dosimetria é o mal menor, o passo possível.” O ideal, disse, “seria aprovar uma anistia ampla, geral e irrestrita” (1h52).
Desde setembro de 2024, nas falas que ligam anistia ou dosimetria ao 8 de janeiro, contamos as palavras ditas perto delas. “Perseguição” aparece em 17% das falas da direita. Nas da esquerda, em 2%. “Golpe” ou “golpista” estão em 75% das falas da esquerda. Nas da direita, em 28%.
“Pacificação” é da direita: 8% das falas, contra 2%. “Dosimetria” é a única que os dois lados dizem por igual, perto de 16%.
- golpe, golpista75,1%27,8%
- democracia57,8%27,3%
- “sem anistia”17,5%4,3%
- impunidade13,7%1,6%
- dosimetria15,8%17,3%
- injustiça, exagero, absurdo11,2%38,4%
- perseguição2,3%17,3%
- presos políticos1,3%11,9%
- pacificação1,7%7,8%
Fonte: Câmara dos Deputados e Senado Federal, dados abertos, texto integral (acervo do Aparte). Entram as falas em que “anistia” ou “dosimetria” aparece a até 350 caracteres de 8 de janeiro, golpe, golpista, Bolsonaro, presos, Moraes ou PL da Dosimetria. Campo pela sigla do partido na data da fala; MDB, PSD, PSDB e outros ficam fora.
Ver dados
| Palavra perto de “anistia” ou “dosimetria” | Esquerda | Direita | Falas da esquerda | Falas da direita |
|---|---|---|---|---|
| golpe, golpista | 75,1% | 27,8% | 356 | 103 |
| democracia | 57,8% | 27,3% | 274 | 101 |
| “sem anistia” | 17,5% | 4,3% | 83 | 16 |
| impunidade | 13,7% | 1,6% | 65 | 6 |
| dosimetria | 15,8% | 17,3% | 75 | 64 |
| injustiça, exagero, absurdo | 11,2% | 38,4% | 53 | 142 |
| perseguição | 2,3% | 17,3% | 11 | 64 |
| presos políticos | 1,3% | 11,9% | 6 | 44 |
| pacificação | 1,7% | 7,8% | 8 | 29 |
“Dosimetria” teve o pico em abril de 2026, mês da derrubada do veto: 41 falas.
Bets: do masculino ao imposto
Em 22/09/2020, Danilo Forte (PSDB-CE) falava do futebol sem público nos estádios: “Estão aí os bets, que estão patrocinando, inclusive, alguns clubes brasileiros”. No masculino.
Em maio de 2023, no Senado, Jorge Kajuru (PSB-GO) reclamou que na televisão “tem mais propaganda da Bets do que na época de ouro da Coca-Cola”. Naquele ano, a Câmara também já dizia “as bets”.
Na Câmara, a palavra está em 13 falas de 2023 e em 11 de 2024. Em 2025, em 141.
O pico foi outubro de 2025: 56 falas, 23 delas no dia 8. Não era sobre jogo. Era o último dia da Medida Provisória 1.303, sobre aplicações financeiras, que perdeu a validade sem ser votada.
Merlong Solano (PT-PI) perguntou por que havia “tanta resistência à votação dessa matéria, que taxa as bets, os bancos e os bilionários”. José Medeiros (PL-MT) disse que, com 30% ou 40%, ninguém se importaria: “Propõem 12%.” Segundo a Agência Senado, o relator já tinha tirado do texto o aumento da alíquota das apostas on-line.
Das 226 falas da Câmara com “bets”, 84 citam bancos, bilionários, super-ricos ou a MP perto da palavra.
Mais quatro palavras
“Genocida” já existia: em 2019, 7 falas da Câmara a usaram. Os alvos iam de Nicolás Maduro à política de segurança do Rio e às ordens de Hitler. Em dezembro, Airton Faleiro (PT-PA) citou a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, para quem o governo federal operava de maneira “genocida”.
Em 29/04/2020, Carlos Zarattini (PT-SP) leu uma carta do Conselho Nacional de Saúde que classificava de “irresponsáveis, criminosas e genocidas” as atitudes do presidente Bolsonaro na pandemia. O pico veio em março de 2021: 76 falas.
Em 18/03/2021, Bibo Nunes (PSL-RS) cobrou o Conselho de Ética: na véspera, o deputado Paulão chamara o presidente da República de “genocida”. Quarenta minutos depois, Joseildo Ramos (PT-BA): “Bolsonaro, de fato, é um genocida” (9h44).
A seção não verifica cada afirmação. Em 26 de outubro de 2021, a CPI da Pandemia aprovou no Senado um relatório que pediu o indiciamento de Bolsonaro por crimes como prevaricação, charlatanismo e crimes contra a humanidade. A acusação de genocídio contra indígenas saiu do texto na véspera da apresentação, segundo a Agência Senado.
Em 2023, a palavra mudou de alvo. No Senado, Magno Malta (PL-ES) respondeu, num aparte em 10/10/2023, a uma declaração sobre o “contra-ataque genocida de Israel”: “Genocida é quem decapita criança.”
“Orçamento secreto” chegou ao plenário em 11 de maio de 2021. No mesmo dia, Claudio Cajado (PP-BA) rebateu: “não existe orçamento secreto. O Orçamento é público”.
O pico veio em novembro de 2021, com 49 falas, quando o STF suspendeu a execução das emendas de relator. No dia 9, Danilo Forte (PSDB-CE) falou do Orçamento “que alguns tacham de orçamento secreto”. Em dezembro de 2022, o STF julgou o mecanismo inconstitucional.
Em 04/02/2020, Pompeo de Mattos (PDT-RS) disse: “Nós não podemos criar uma pandemia, achar que é o fim do mundo”. A OMS declarou a pandemia de covid-19 em 11 de março. Em março de 2021, 481 falas tinham a palavra, mais de um terço das falas do mês.
Em fevereiro de 2021, sobre a mesma PEC, Adriana Ventura (Novo-SP) já dizia: “A PEC está sendo conhecida como a PEC da impunidade, a PEC da blindagem”. Em 27 de agosto de 2025, Márcio Jerry (PCdoB-MA) disse que a blindagem “já está no apelido da proposta”. No mesmo dia, o Cabo Gilberto Silva (PL-PB) disse que a imprensa recebeu ordem do Palácio do Planalto para atacar o Congresso, “falando em PEC da blindagem. Isso é mentira”.
Das 131 falas da Câmara com o nome, 87 são de setembro de 2025. A Câmara aprovou a PEC em dois turnos na noite do dia 16 e concluiu a votação no dia 17. A CCJ do Senado a rejeitou no dia 24.
Como fizemos
Lemos o texto integral de 71.554 falas da Câmara, de 395 deputados, de fevereiro de 2019 a 13 de outubro de 2026, e de 19.985 pronunciamentos do Senado, de 63 senadores, de 2011 a setembro de 2026. Os textos vêm dos dados abertos das duas Casas. É o acervo do Aparte: deputados e senadores do cadastro de candidatos de 2026. Uma deputada estava em dois arquivos, com as mesmas 50 falas: contamos cada fala uma vez.
Cada fala conta uma vez por palavra, se o texto tem a expressão, sem diferença de acento ou de maiúscula. “Descondenado” inclui o feminino e o plural; “bets” inclui “bet”.
Descoberta automática: o programa listou as palavras de cinco letras ou mais que tinham até 3 falas em 2019 e 2020 e passaram de 100 falas em algum ano depois. “Descondenado” e “tarifaço” saíram dessa lista: não estavam na pauta.
Taxa por mil falas: as falas com a palavra divididas pelo total de falas do mesmo campo e da mesma Casa no período. Assim, o lado que fala mais não ganha só por falar mais.
Falas da briga da anistia: desde 1º de setembro de 2024, na Câmara e no Senado, as falas com “anistia” (fora “Anistia Internacional”) ou “dosimetria” que têm, a até 350 caracteres dessas palavras, 8 de janeiro, golpe, golpista, Bolsonaro, presos, Moraes ou PL da Dosimetria. São 474 da esquerda e 370 da direita. “Perseguição”, “golpe” e as outras palavras do gráfico contam quando aparecem a até 350 caracteres de “anistia” ou “dosimetria”, cerca de meio parágrafo. Contadas em qualquer ponto da fala, as porcentagens sobem.
Campo é a sigla do partido na data da fala: o cabeçalho da transcrição, na Câmara, e o registro oficial, no Senado. Esquerda: PT, PSOL, PCdoB, PV, Rede, PSB, PDT, Solidariedade e menores. Direita: PL, Novo, Republicanos, PP, União, PSL, DEM, PTB, Patriota e menores. MDB, PSD, PSDB, Podemos, Cidadania, Avante e outros ficam fora das duas contas.
Homônimos e sentidos: “anistia” também é Anistia Internacional, a Lei de 1979 e o perdão de multas; “tarifaço” também é conta de luz. Para separar, o programa procura palavras-pista a até 300 caracteres da palavra. É uma aproximação: os totais valem; os sentidos valem como ordem de grandeza.
Nascimento é a primeira fala do acervo com a palavra no sentido novo; pico é o mês com mais falas com a palavra na Câmara. Cada citação foi conferida, letra por letra, no texto oficial, e o partido é o da data. O link leva à página do Diário da Câmara com a fala ou ao pronunciamento no site do Senado. Não procuramos os citados.
O que este número não diz
O acervo não é o Plenário inteiro: entram os 395 deputados e 63 senadores com texto que estão no cadastro de candidatos de 2026. Quem não é candidato não aparece, e “a primeira fala” quer dizer a primeira do acervo, não a primeira do Congresso. Há meses quase vazios: janeiro, de recesso, só existe em 2023, com 17 falas; setembro de 2022, mês de eleição, tem uma só. O campo é uma regra por sigla, a mesma para todos, e discutível: MDB, PSD e PSDB ficam fora das duas contas, e quem troca de partido muda de campo na data da troca. Contamos a forma da palavra, não a ideia. O porquê de cada pico não sai da conta: as datas de decisões vêm das fontes oficiais, e coincidir não prova causa. A seção não verifica cada afirmação feita na tribuna.
Fontes
- Câmara dos Deputados — API de dados abertos, discursos por deputado (texto integral)
- Senado Federal — dados abertos, pronunciamentos de senadores
- Diário da Câmara — Filipe Barros, 17/03/2022, a primeira fala com “descondenado”
- STF — Fachin anula condenações de Lula e manda ações penais para Justiça Federal do DF (08/03/2021)
- STF — Plenário confirma anulação de condenações do ex-presidente Lula na Lava Jato (15/04/2021)
- STF — 2ª Turma reconhece parcialidade de ex-juiz Sérgio Moro na condenação de Lula no caso Triplex (23/03/2021)
- STF — Plenário confirma suspeição de Sergio Moro na ação do triplex do Guarujá (23/06/2021)
- Casa Branca — Ordem Executiva 14257, tarifas recíprocas (02/04/2025)
- Casa Branca — Ordem Executiva 14323, tarifa adicional de 40% sobre o Brasil, total de 50%, com anexo de isenções (30/07/2025; vigência 7 dias depois)
- Senado — pronunciamento de Humberto Costa, 02/04/2025
- Câmara dos Deputados — PL 2.162/2023, ficha de tramitação (ementa original, aprovação, veto e derrubada)
- Planalto — Lei nº 15.402, de 8 de maio de 2026
- Diário da Câmara — Duda Salabert, 10/12/2025, votação de 10/12/2025
- Congresso Nacional — Medida Provisória nº 1.303/2025 (vigência encerrada em 08/10/2025)
- Agência Senado — Câmara retira MP do IOF de pauta e texto perderá validade (08/10/2025)
- Diário da Câmara — Merlong Solano, 08/10/2025, a MP 1.303 e as bets
- Agência Senado — Com nove crimes atribuídos a Bolsonaro, relatório da CPI é oficialmente apresentado (20/10/2021)
- Agência Senado — Após seis meses, CPI da Pandemia é encerrada com 80 pedidos de indiciamento (26/10/2021)
- STF — Plenário mantém suspensão da execução das emendas do relator (10/11/2021)
- STF — STF julga orçamento secreto inconstitucional (19/12/2022)
- OPAS/OMS — OMS afirma que COVID-19 é agora caracterizada como pandemia (11/03/2020)
- Câmara dos Deputados — PEC 3/2021, ficha de tramitação (dois turnos em 16/09/2025; votação concluída em 17/09)
- Senado Federal — PEC 3/2021, matéria 170519 (rejeitada na CCJ em 24/09/2025)
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