Marcelo Nilo chamou Lula de “o maior Presidente da República” em 2019 e seus governos de “sofríveis” em 2026
Em 2019, Lula era ex-presidente. Entre as duas falas, o deputado baiano trocou o PSB pelo Republicanos, em 31 de março de 2022.
Marcelo Nilo, deputado pela Bahia: PSB em 2019; Republicanos em 2026, como suplente.
“Independentemente de sermos Governo ou Oposição, devemos considerar que o Presidente Lula é um homem que foi Presidente da República por 8 anos. […] o maior Presidente da República de todos os tempos do Brasil.”
O SR. MARCELO NILO (PSB - BA. Pela ordem. Sem revisão do orador.) · texto oficial na Câmara
“A Bahia e o Brasil conhecem o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O primeiro Governo, o segundo Governo, o terceiro Governo são Governos sofríveis […]”
O SR. MARCELO NILO (Bloco/REPUBLICANOS - BA. Sem revisão do orador.) · texto oficial na Câmara
Segundo o resumo oficial da Câmara, o discurso de 2019 foi de solidariedade ao ex-presidente Lula.
Nilo trocou o PSB pelo Republicanos em 31 de março de 2022, segundo o registro da Câmara. Voltou à Câmara como suplente em 8 de abril de 2026; o discurso de 15 de abril foi feito uma semana depois.
No mesmo discurso de 2026, ele disse: “Ninguém aguenta mais o PT! Chega de PT! E olhem que eu convivi com o PT. Prestou serviço? Prestou.” O discurso termina assim: “Chega de Lula! Chega de Jerônimo! É Flávio e ACM Neto para o Brasil e para a Bahia.”
Como fizemos
Um programa procura, nos discursos de Plenário que o acervo tem desde 2019, o mesmo deputado falando do mesmo assunto com sinais opostos, nos resumos oficiais e nas transcrições. Um repórter lê o texto integral dos dois discursos, confirma que o objeto é o mesmo e copia os trechos.
Cada citação é conferida por programa, palavra por palavra, na transcrição oficial e na página do discurso na Câmara, junto com o nome do orador no cabeçalho. O contexto vem do registro de partido e mandato da Câmara, da legislação e dos próprios discursos.
A busca foi feita com o mesmo critério em todos os partidos, nos discursos dos 366 deputados que o acervo tem hoje, 39% dos 929 que passaram pela Câmara desde 2019; o resultado vale para esse grupo. Entre os deputados de PT, PSOL, PCdoB, PDT, PSB, PV e Rede, nenhum outro caso passou no critério: em geral, a posição era a mesma nas duas datas, ou as falas tratavam de medidas ou períodos diferentes. Os três casos desta edição são de deputados que mudaram de partido ou de posição em relação a um governo no período. A busca pode ser refeita quando o acervo crescer.
O que esta comparação não diz
Mudar de avaliação é comum na política: partido, cargo e fatos novos mudam opiniões. A seção não verifica se cada afirmação das falas está correta; mostra o que foi dito e quando. A conclusão é do leitor.
Fontes
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