Amazônia e meio ambiente: de 3 para 15 em cada 100 discursos no Senado, de Dilma ao 3º governo Lula
Não é só efeito de quem chegou depois: entre os cinco senadores que falaram nos quatro governos, o tema chega a 16,8% dos pronunciamentos no 3º governo Lula.
Em 28 de fevereiro de 2023, ao menos cinco senadores da Região Norte citaram a Amazônia no Senado. Cada um chegou ao tema por um caminho.
Plínio Valério (PSDB-AM) fez dois pronunciamentos sobre o tema. Num deles, resumiu assim o último relatório do Unicef sobre a infância na região: “O relatório simplesmente afirma que a Amazônia é o pior local do planeta para uma criança viver.”
Márcio Bittar (União-AC) argumentou que trocar combustíveis fósseis por álcool exigiria uma área imensa de plantio: “Ou você pega a Amazônia, então, e planta cana, para poder ter esse combustível farto, ou vai ter que diminuir a área em que o Brasil planta cana-de-açúcar, algodão, café, soja.”
Zequinha Marinho (PL-PA) criticou o governo do Pará pela Operação Curupira, que, para ele, não serve para conter o desmatamento.
Eduardo Braga (MDB-AM) registrou um voto de pesar pelo ex-governador Amazonino Mendes. No mesmo pronunciamento, apresentou um voto de aplauso à Zona Franca de Manaus, que fazia 56 anos: “Trata-se do maior programa de desenvolvimento sustentável da Amazônia.”
O dia é um retrato da virada que o Aparte mediu em 15 anos de tribuna. No governo Dilma, Amazônia e meio ambiente apareciam em 3 de cada 100 pronunciamentos dos senadores. No governo Lula 3, aparecem em 15 de cada 100.
A conta cobre 20.936 pronunciamentos, de 2011 a 2026.
São de 63 senadores, os que a base do Aparte acompanha, e não de todos os da Casa. Do governo Dilma, só 11 deles têm pronunciamentos.
Fonte: Senado Federal, API de dados abertos: resumo e indexação oficiais de 20.936 pronunciamentos de 63 senadores, de fevereiro de 2011 a setembro de 2026. Cálculo do Aparte.
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| Governo | % dos pronunciamentos |
|---|---|
| Dilma | 3,4 |
| Temer | 2,4 |
| Bolsonaro | 6,3 |
| Lula 3 | 14,8 |
Não é efeito de um senador só
Um salto assim pode ser ilusão. Se quem chegou depois fala mais de meio ambiente, a média sobe sem que ninguém mude de assunto. O Aparte fez três testes para separar uma coisa da outra.
O primeiro olha só os senadores que falaram em todos os governos, com 20 pronunciamentos ou mais em cada um. São cinco: Eduardo Braga (MDB-AM), Ciro Nogueira (PP-PI), Humberto Costa (PT-PE), Renan Calheiros (MDB-AL) e Paulo Paim (PT-RS).
No governo Dilma, o tema estava em 3,2% dos pronunciamentos deles. No Lula 3, em 16,8%.
O segundo tira da conta quem mais falou do assunto, Plínio Valério (PSDB-AM). Sem ele, o tema ainda ocupa 14,1% dos pronunciamentos no governo Lula 3.
O terceiro troca a lista de palavras por uma mais estreita: só Amazônia, desmatamento, meio ambiente, queimada e mudança climática. O tema chega a 9,7% no Lula 3. É quase quatro vezes o governo Dilma.
Nenhum dos três testes apaga o salto.
- Dilma3,4%
- Temer2,4%
- Bolsonaro6,3%
- Lula 314,8%
- Dilma3,2%
- Temer2,4%
- Bolsonaro5,7%
- Lula 316,8%
- Dilma3,4%
- Temer2,4%
- Bolsonaro5,7%
- Lula 314,1%
- Dilma2,5%
- Temer2,0%
- Bolsonaro5,2%
- Lula 39,7%
Fonte: Senado Federal, API de dados abertos: resumo e indexação oficiais de 20.936 pronunciamentos de 63 senadores, de fevereiro de 2011 a setembro de 2026. Cálculo do Aparte. Os 5 de sempre: Eduardo Braga, Ciro Nogueira, Humberto Costa, Renan Calheiros e Paulo Paim, com 20 pronunciamentos ou mais em cada governo.
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| Recorte | Governo | % dos pronunciamentos |
|---|---|---|
| Todos | Dilma | 3,4 |
| Todos | Temer | 2,4 |
| Todos | Bolsonaro | 6,3 |
| Todos | Lula 3 | 14,8 |
| Os 5 de sempre | Dilma | 3,2 |
| Os 5 de sempre | Temer | 2,4 |
| Os 5 de sempre | Bolsonaro | 5,7 |
| Os 5 de sempre | Lula 3 | 16,8 |
| Sem Plínio Valério | Dilma | 3,4 |
| Sem Plínio Valério | Temer | 2,4 |
| Sem Plínio Valério | Bolsonaro | 5,7 |
| Sem Plínio Valério | Lula 3 | 14,1 |
| Lista estreita | Dilma | 2,5 |
| Lista estreita | Temer | 2,0 |
| Lista estreita | Bolsonaro | 5,2 |
| Lista estreita | Lula 3 | 9,7 |
A mesma régua derruba outro salto. O Supremo e o Judiciário estão em 10,8% dos pronunciamentos do governo Lula 3. Entre os cinco senadores de sempre, ficam em 5,5%. Nesse tema, a alta vem sobretudo de quem chegou depois.
Cada governo, uma pauta
A tribuna muda de assunto de um governo para outro. Em 9/2/2012, depois de homenagear o frevo, Humberto Costa (PT-PE) disse: “o principal eixo do meu pronunciamento hoje é falar sobre a importante visita que a Presidenta Dilma está realizando - começou ontem e continua hoje - aos Estados de Pernambuco e Ceará”.
No governo Temer, previdência e trabalho estiveram em 30 de cada 100 pronunciamentos. Em 2017, quando o Congresso discutia as reformas trabalhista e da Previdência, a fatia chegou a 44%.
Paulo Paim (PT-RS) fez o balanço da Comissão de Direitos Humanos em 6/2/2017: “Ali debatemos, já desde abril do ano passado, a reforma da Previdência e a reforma trabalhista.”
Paim pesa nessa conta: sozinho, tem 45% dos pronunciamentos da base sobre previdência e trabalho. Sem ele, o tema cai para 10 de cada 100 no governo Temer.
Sem Paim, a dianteira do governo Temer vem das palavras de trabalho, como trabalhista e terceirização. Contando só previdência, aposentadoria, pensão e INSS, os governos Bolsonaro e Lula 3 passam à frente.
- Dilma17,8%4,1%
- Temer30,3%10,2%
- Bolsonaro11,3%7,8%
- Lula 38,8%8%
Fonte: Senado Federal, API de dados abertos: resumo e indexação oficiais de 20.936 pronunciamentos de 63 senadores, de fevereiro de 2011 a setembro de 2026. Cálculo do Aparte.
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| Governo | Com Paim | Sem Paim | Com Paim (no tema / total) | Sem Paim (no tema / total) | Sem Paim, só previdência, aposentadoria, pensão e INSS |
|---|---|---|---|---|---|
| Dilma | 17,8% | 4,1% | 517 / 2.898 | 79 / 1.910 | 1,9% |
| Temer | 30,3% | 10,2% | 343 / 1.132 | 70 / 688 | 4,4% |
| Bolsonaro | 11,3% | 7,8% | 791 / 6.990 | 493 / 6.309 | 5,9% |
| Lula 3 | 8,8% | 8% | 873 / 9.916 | 747 / 9.393 | 5,9% |
No governo Bolsonaro, a pandemia ocupou 19 de cada 100 pronunciamentos. Em 2020, quase a metade.
Os tributos vieram depois. No governo Dilma, estavam em 5 de cada 100 pronunciamentos. Em 2024, o pico da série, chegaram a 21 de cada 100.
A segurança pública também ganhou espaço desde o governo Dilma: está em 17 de cada 100 pronunciamentos no Lula 3.
Em agosto de 2023, Oriovisto Guimarães (Podemos-PR) cobrava a outra Casa: “O que está acontecendo com a reforma tributária, que foi aprovada com tanta pressa lá na Câmara e que até hoje não chegou ao Senado o texto daquilo que foi aprovado?”
- Previdência e trabalho17,8%
- Segurança pública11,8%
- Tributos4,5%
- Supremo e Judiciário4,0%
- Amazônia e meio ambiente3,4%
- Pandemia0,2%
- Previdência e trabalho30,3%
- Segurança pública20,9%
- Supremo e Judiciário8,3%
- Tributos3,5%
- Amazônia e meio ambiente2,4%
- Pandemia0,1%
- Pandemia18,9%
- Tributos11,4%
- Previdência e trabalho11,3%
- Segurança pública10,0%
- Supremo e Judiciário6,5%
- Amazônia e meio ambiente6,3%
- Segurança pública17,1%
- Tributos16,8%
- Amazônia e meio ambiente14,8%
- Supremo e Judiciário10,8%
- Previdência e trabalho8,8%
- Pandemia1,6%
Fonte: Senado Federal, API de dados abertos: resumo e indexação oficiais de 20.936 pronunciamentos de 63 senadores, de fevereiro de 2011 a setembro de 2026. Cálculo do Aparte.
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| Governo | Tema | % dos pronunciamentos |
|---|---|---|
| Dilma | Previdência e trabalho | 17,8 |
| Dilma | Segurança pública | 11,8 |
| Dilma | Tributos | 4,5 |
| Dilma | Supremo e Judiciário | 4,0 |
| Dilma | Amazônia e meio ambiente | 3,4 |
| Dilma | Pandemia | 0,2 |
| Temer | Previdência e trabalho | 30,3 |
| Temer | Segurança pública | 20,9 |
| Temer | Supremo e Judiciário | 8,3 |
| Temer | Tributos | 3,5 |
| Temer | Amazônia e meio ambiente | 2,4 |
| Temer | Pandemia | 0,1 |
| Bolsonaro | Pandemia | 18,9 |
| Bolsonaro | Tributos | 11,4 |
| Bolsonaro | Previdência e trabalho | 11,3 |
| Bolsonaro | Segurança pública | 10,0 |
| Bolsonaro | Supremo e Judiciário | 6,5 |
| Bolsonaro | Amazônia e meio ambiente | 6,3 |
| Lula 3 | Segurança pública | 17,1 |
| Lula 3 | Tributos | 16,8 |
| Lula 3 | Amazônia e meio ambiente | 14,8 |
| Lula 3 | Supremo e Judiciário | 10,8 |
| Lula 3 | Previdência e trabalho | 8,8 |
| Lula 3 | Pandemia | 1,6 |
O Senado ao lado da Câmara
Desde 2019, dá para pôr as duas Casas lado a lado, com a mesma regra. São 16.906 pronunciamentos de senadores.
Do outro lado, 71.606 falas de deputados. Também é amostra: são os 411 deputados do acervo, não todos os da Câmara.
Amazônia e meio ambiente estão em 11,3% dos pronunciamentos do Senado. Na Câmara, em 5,3%.
O Senado também fala mais de pessoas com deficiência, de povos indígenas e da divisão do dinheiro público entre União, estados e municípios. A Câmara fala mais de democracia e golpe, de eleições e de segurança pública.
Algumas expressões quase não aparecem nos resumos e palavras-chave da Câmara. O “Regime de Recuperação Fiscal”, programa federal para estados em crise nas contas, está em 172 pronunciamentos de senadores.
Nos resumos e palavras-chave das falas de deputados, aparece em 19 falas. No texto completo, em 41.
O “voto de pesar”, homenagem a quem morreu, está em 170 pronunciamentos do Senado. Na Câmara, em 16 falas, pelos resumos e palavras-chave.
No texto completo, em 20. O “voto de aplauso” não aparece nenhuma vez nas falas de deputados, nem no texto completo.
- Sabatinas e indicação de autoridades4,0×
- Pessoas com deficiência2,3×
- Homenagens, votos de pesar e de aplauso2,1×
- Amazônia e meio ambiente2,1×
- Povos indígenas1,8×
- Pacto federativo (estados e municípios)1,8×
- Tributos1,7×
- Educação1,4×
- Democracia, golpe e anistia1,5×
- Eleições e partidos1,3×
- Impeachment1,2×
- Segurança pública1,2×
Fonte: Senado Federal e Câmara dos Deputados, APIs de dados abertos, de 1º/2/2019 a setembro de 2026: 16.906 pronunciamentos de senadores (resumo e indexação) e 71.606 falas de 411 deputados do acervo (palavras-chave e sumário), com a mesma regra. Cálculo do Aparte. Sabatinas têm poucos casos nas duas Casas.
Ver dados
| Casa | Tema | Vezes mais frequente |
|---|---|---|
| Mais no Senado | Sabatinas e indicação de autoridades | 4,0 |
| Mais no Senado | Pessoas com deficiência | 2,3 |
| Mais no Senado | Homenagens, votos de pesar e de aplauso | 2,1 |
| Mais no Senado | Amazônia e meio ambiente | 2,1 |
| Mais no Senado | Povos indígenas | 1,8 |
| Mais no Senado | Pacto federativo (estados e municípios) | 1,8 |
| Mais no Senado | Tributos | 1,7 |
| Mais no Senado | Educação | 1,4 |
| Mais na Câmara | Democracia, golpe e anistia | 1,5 |
| Mais na Câmara | Eleições e partidos | 1,3 |
| Mais na Câmara | Impeachment | 1,2 |
| Mais na Câmara | Segurança pública | 1,2 |
A voz dos estados
Senador representa estado. A indexação oficial do Senado, as palavras-chave que a Casa dá a cada pronunciamento, mostra quanto cada bancada da base fala do seu.
Nos pronunciamentos dos três senadores do Pará na base, o próprio estado aparece em 35 de cada 100. Nos dos dois do Rio de Janeiro na base, em 6 de cada 100.
Cada bancada tem suas palavras. Os senadores do Amazonas na base citam a Zona Franca de Manaus em 99 pronunciamentos. Os de Roraima falam da Venezuela em 39.
Os do Rio Grande do Sul falam de aposentados em 224 pronunciamentos. É a bancada de Paulo Paim.
- ParáPA34,6%
- Mato GrossoMT25,1%
- Rio Grande do SulRS24,1%
- Santa CatarinaSC23,7%
- RoraimaRR21,7%
- AcreAC21,2%
- Rio de JaneiroRJ6,0%
- MaranhãoMA6,7%
- SergipeSE6,9%
- ParaíbaPB7,1%
- AlagoasAL7,5%
- BahiaBA7,5%
Fonte: Senado Federal, API de dados abertos: resumo e indexação oficiais de 20.936 pronunciamentos de 63 senadores, de fevereiro de 2011 a setembro de 2026. Cálculo do Aparte. Só estados com dois senadores ou mais na base; o Distrito Federal fica fora (ver “O que este número não diz”).
Ver dados
| Grupo | Estado | % dos pronunciamentos |
|---|---|---|
| Mais | Pará PA | 34,6 |
| Mais | Mato Grosso MT | 25,1 |
| Mais | Rio Grande do Sul RS | 24,1 |
| Mais | Santa Catarina SC | 23,7 |
| Mais | Roraima RR | 21,7 |
| Mais | Acre AC | 21,2 |
| Menos | Rio de Janeiro RJ | 6,0 |
| Menos | Maranhão MA | 6,7 |
| Menos | Sergipe SE | 6,9 |
| Menos | Paraíba PB | 7,1 |
| Menos | Alagoas AL | 7,5 |
| Menos | Bahia BA | 7,5 |
Em 15 anos, a tribuna do Senado mudou de assunto de um governo para outro. O da Amazônia foi o salto que o Aparte mais testou. Nenhum teste o apagou.
Como fizemos
Lemos, por programa, o resumo e a indexação oficiais de 20.936 pronunciamentos de senadores na API de dados abertos do Senado, de 9 de fevereiro de 2011 a 25 de setembro de 2026. A base do Aparte tem 64 senadores; 63 têm pronunciamento registrado.
Cada tema é uma lista de expressões. Amazônia e meio ambiente, por exemplo, reúne Amazônia, desmatamento, meio ambiente, queimada, mudança climática, clima, ambiental, sustentabilidade e floresta. Um pronunciamento conta uma vez por tema e pode entrar em mais de um. As porcentagens são sempre sobre todos os pronunciamentos do período.
O governo é o da data do pronunciamento: Dilma até 11 de maio de 2016; Temer até o fim de 2018; Bolsonaro de 2019 a 2022; Lula 3 desde 2023.
Os três testes: (1) só os senadores com 20 pronunciamentos ou mais em cada um dos quatro governos; (2) sem o senador com mais pronunciamentos sobre o tema; (3) uma lista mais estreita de expressões.
Previdência e trabalho reúne previdência e previdenciário, aposentado e aposentadoria, pensionista, INSS, trabalhista, terceirização, salário mínimo, CLT, desemprego e sindicato. A conta sem Paulo Paim foi feita nesta matéria, com essa lista, e está em “Ver dados”, no gráfico, governo a governo. Sem Paim, testamos mais três listas: só previdência, aposentadoria, pensão e INSS; uma mais estreita, com previdência, aposentadoria, reforma trabalhista e trabalhador; e uma mais larga, com a declarada mais trabalho, trabalhador e emprego. No governo Temer, o tema vai de 4,4% a 18,3%, conforme a lista. Nas listas com palavras de trabalho, o governo Temer fica à frente; na só de previdência, não.
A comparação com a Câmara usa a mesma lista nas palavras-chave e no sumário de 71.606 falas de 411 deputados do acervo, com texto na API da Câmara, de 1º de fevereiro de 2019 em diante. As expressões do Senado também foram buscadas no texto completo dessas falas.
O estado conta quando a indexação do pronunciamento traz a sigla dele entre parênteses, como “(PA)”. Partido: nas citações, o da data do pronunciamento; nos demais casos, o do pronunciamento mais recente do senador.
O que este número não diz
A base não tem os 81 senadores: tem 64, e só 11 deles falaram no governo Dilma e 13 no de Temer. Por isso as eras antigas pesam menos e entram por porcentagem, nunca por contagem. Paulo Paim sozinho tem 12,6% dos pronunciamentos. O tema vem do resumo e da indexação oficiais, não do texto inteiro: um discurso com vocabulário fora da lista fica de fora. O Senado indexa com vocabulário próprio e a Câmara com palavras-chave livres; por isso a comparação entre as Casas vale como ordem de grandeza. 461 pronunciamentos do Senado não têm indexação. No Distrito Federal, a sigla aparece na indexação por outros motivos, e o número não foi usado. A Câmara também é amostra: 411 deputados do acervo, não os 513; uma deputada tem dois cadastros, e 50 falas dela entram duas vezes na conta da Câmara. A conta mede quem fala de um tema, não a posição de quem fala: não diz quem defende ou ataca a floresta, nem por que a pauta mudou.
Fontes
- Senado Federal — pronunciamento de Plínio Valério, 28/2/2023
- Senado Federal — pronunciamento de Márcio Bittar, 28/2/2023
- Senado Federal — pronunciamento de Zequinha Marinho, 28/2/2023
- Senado Federal — pronunciamento de Eduardo Braga, 28/2/2023
- Senado Federal — pronunciamento de Humberto Costa, 9/2/2012
- Senado Federal — pronunciamento de Paulo Paim, 6/2/2017
- Senado Federal — pronunciamento de Oriovisto Guimarães, 2/8/2023
- Senado Federal — documentação da API de dados abertos (pronunciamentos)
- Câmara dos Deputados — API de dados abertos, discursos por deputado
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