Ninguém votou contra a isenção do IR na Câmara, mas a esquerda falou dela mais que o dobro da direita
Na Câmara, o painel marcou 493 votos Sim e nenhum Não. Na tribuna das duas Casas, de setembro a novembro de 2025, os dois lados disputaram o nome, a autoria e a conta da lei.
Em 5 de novembro de 2025, o Senado discutia a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês. Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu a palavra e disse que “é óbvio que o nosso voto vai ser a favor desse projeto, até porque também era um compromisso de campanha do Presidente Bolsonaro”. Logo depois, avisou: “Mas, certamente, o texto não seria esse”.
Depois dele falou Izalci Lucas (PL-DF). Em seguida, Humberto Costa (PT-PE) voltou ao ponto, sem dizer nomes: “aqui me antecedeu um Parlamentar bolsonarista que disse que essa proposta foi também uma promessa de campanha do ex-Presidente Bolsonaro – promessa que ele não cumpriu. Passou quatro anos, não fez”.
Flávio e Humberto pediam o mesmo voto. Disputavam outra coisa: de quem era a lei. O Senado aprovou o projeto naquele dia e o mandou à sanção. Os dados abertos do Senado registram o resultado “Aprovado”, sem votação nominal: a fonte consultada não traz placar. O projeto virou a Lei 15.270, de 26 de novembro de 2025.
Um mês antes, na Câmara, o painel não deixou dúvida. Em 1º de outubro de 2025, às 22h48, o texto do relator, Arthur Lira (PP-AL), teve 493 votos Sim. Nenhum deputado votou Não, se absteve ou obstruiu. Hugo Motta (Republicanos-PB), que presidia a sessão, aparece na lista como “Artigo 17”: pelo Regimento, numa votação aberta, o presidente só vota para desempatar.
O PL deu 82 votos Sim, mais que qualquer outro partido. O PT deu 66. Todas as orientações de liderança foram Sim, da Oposição ao Governo, passando pelo Novo.
Unânime no painel, desigual na tribuna
O placar foi unânime. A tribuna, não. O Aparte contou, no seu acervo, as falas sobre o imposto de renda e a isenção. Na Câmara, de setembro a novembro de 2025, a esquerda fez 137 falas sobre o tema. A direita fez 53.
A diferença não vem de a esquerda discursar mais. Nesses três meses, a direita subiu mais vezes à tribuna, sobre todos os assuntos: 2.096 falas. A esquerda fez 1.347.
Na esquerda, o tema esteve em 10 de cada 100 falas. Na direita, em menos de 3.
O centro, que esta conta separa dos dois lados, fez 22 falas sobre o tema. Nele estão PSD, MDB, Podemos, Avante, Solidariedade e Cidadania.
Desde 2023, os quatro deputados que mais falaram do assunto são da esquerda: Helder Salomão (PT-ES), Bohn Gass (PT-RS), Chico Alencar (PSOL-RJ) e Erika Kokay (PT-DF). O primeiro da direita na lista é Bibo Nunes (PL-RS), com 17 falas. Helder Salomão tem 46.
No Senado, a diferença é menor. De setembro a novembro, a esquerda fez 15 falas sobre o tema. A direita fez 11. Lá, o nome que mais aparece na conta desde 2023 é da direita: Cleitinho (Republicanos-MG), cujas falas, longas, passam por muitos assuntos.
- Helder SalomãoPT-ES46
- Bohn GassPT-RS42
- Chico AlencarPSOL-RJ41
- Erika KokayPT-DF38
- Jorge SollaPT-BA23
- Lindbergh FariasPT-RJ19
- Merlong SolanoPT-PI19
- Bibo NunesPL-RS17
- Alencar SantanaPT-SP16
- Carlos JordyPL-RJ13
- Cleitinho AzevedoRepublicanos-MG25
- Humberto CostaPT-PE20
- Paulo PaimPT-RS18
- Izalci LucasPSDB e PL-DF18
- Jorge KajuruPSB-GO8
- Oriovisto GuimarãesPodemos e PSDB-PR7
Fonte: Câmara dos Deputados e Senado Federal, discursos com texto integral (dados abertos) de parlamentares do acervo do Aparte; partido na data da fala. Contagem do Aparte.
Ver dados
| Casa | Parlamentar | Falas sobre o tema |
|---|---|---|
| Câmara | Helder Salomão PT-ES | 46 |
| Câmara | Bohn Gass PT-RS | 42 |
| Câmara | Chico Alencar PSOL-RJ | 41 |
| Câmara | Erika Kokay PT-DF | 38 |
| Câmara | Jorge Solla PT-BA | 23 |
| Câmara | Lindbergh Farias PT-RJ | 19 |
| Câmara | Merlong Solano PT-PI | 19 |
| Câmara | Bibo Nunes PL-RS | 17 |
| Câmara | Alencar Santana PT-SP | 16 |
| Câmara | Carlos Jordy PL-RJ | 13 |
| Senado | Cleitinho Azevedo Republicanos-MG | 25 |
| Senado | Humberto Costa PT-PE | 20 |
| Senado | Paulo Paim PT-RS | 18 |
| Senado | Izalci Lucas PSDB e PL-DF | 18 |
| Senado | Jorge Kajuru PSB-GO | 8 |
| Senado | Oriovisto Guimarães Podemos e PSDB-PR | 7 |
Palavras de suspeita e voto Sim
As palavras de suspeita vieram, na maior parte, de quem votou a favor. Uma semana antes da votação, em 24 de setembro, Bibo Nunes disse: “Essa é uma proposta de campanha tanto de Bolsonaro como de Lula.” Depois, atacou o momento escolhido: “Demagogia política, pensando em votos e não no povo, simplesmente pensando na urna.” E anunciou: “Eu vou votar favorável à proposta”.
No dia da votação, Alberto Fraga (PL-DF) anunciou que “o Plenário vai, evidentemente, votar a favor”. Na frase seguinte, disse: “trata-se de mais uma política populista do Presidente Lula”. E ponderou: “O projeto tem muito mais pontos positivos do que negativos”.
Gustavo Gayer (PL-GO), também do PL, foi pelo mesmo caminho: “Essa demagogia não cola. Isso nunca foi bandeira da Esquerda.” Na lista nominal de 1º de outubro, os três aparecem com voto Sim.
O Aparte procurou, nas falas sobre o tema, palavras de suspeita como “eleitoreiro”, “populismo”, “demagogia” e “ano eleitoral”. Na Câmara, de setembro a novembro, elas apareceram em 11 falas da direita. Na esquerda, em 2.
A esquerda também usou essas palavras, com o alvo trocado. Uma das duas falas é de Jorge Solla (PT-BA), uma semana depois, noutra votação: “Ninguém vai ser contra, mas só por receio do ano que vem, que será ano eleitoral, e não porque concordem, não.” Na mesma fala, ele diz que a direita estava, “mais uma vez, como foi na votação do Imposto de Renda, contra”. O painel daquela votação mostra 493 Sim e nenhum Não.
Em março, Chico Alencar (PSOL-RJ) já tinha usado “demagogia” contra quem pedia mais: “existe gente que, por demagogia irresponsável, fala em estabelecer isenção para quem recebe até 10 mil ou garantir que não se taxem os super-ricos”.
O programa marcou 9 falas da direita, na Câmara, como anúncio de voto a favor. Lidas uma a uma, todas dizem apoiar a isenção. E todas trazem, na mesma fala, crítica ao governo, ao momento escolhido ou à compensação.
Na esquerda, o programa marcou 4. Só 2 anunciam o voto de quem fala, e nenhuma critica o governo. Uma delas diz que o projeto ainda não é a reforma ideal.
No Senado, essa conta não serve. As 4 falas da direita com palavras de suspeita, de setembro a novembro, são todas de Cleitinho. Em 3, ele diz de si mesmo que tenta ser menos demagogo.
Em março, no Senado, Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) já dizia que a isenção, prevista para valer só em 2026, “em pleno ano eleitoral, é claramente mais uma medida de grande apelo eleitoral”.
A mesma lei, três nomes
Cada lado deu à lei um nome. Para a esquerda, era “justiça tributária”. A expressão, ou as irmãs “justiça fiscal” e “justiça social”, esteve em 48 falas da esquerda sobre o tema. Na direita, em 10.
A esquerda também falou em cobrar dos ricos, com expressões como “super-ricos”, “altas rendas” e “tributação mínima”. Foram 62 falas. Na direita, 9.
Bohn Gass (PT-RS) resumiu a fórmula no dia da votação: “Para compensar essa medida, ainda fazendo justiça tributária, vamos taxar os supersalários.” E antecipou a réplica: “Ninguém venha aqui dizer que o Haddad e o Lula estão aumentando imposto, porque quem aumentou imposto foi o Bolsonaro.”
A direita preferiu outro nome. “Aumento de imposto” e expressões parecidas estiveram em 15 falas da direita sobre o tema. Na esquerda, em 9. A conta pega tanto quem acusa quanto quem nega.
- “Isenção”91%87%
- “Justiça tributária”, fiscal ou social35%19%
- “Super-ricos”, “altas rendas”, “tributação mínima”45%17%
- “Aumento de imposto” e parecidas7%28%
- “Eleitoreiro”, “populismo”, “demagogia”1%21%
Fonte: Câmara dos Deputados, discursos com texto integral (dados abertos) de deputados do acervo do Aparte; partido na data pela lista oficial de discursos de Plenário ou pelo cabeçalho oficial da fala. Contagem do Aparte.
Ver dados
| Expressão | Esquerda | Direita | Falas da esquerda (de 137) | Falas da direita (de 53) |
|---|---|---|---|---|
| “Isenção” | 91% | 87% | 124 | 46 |
| “Justiça tributária”, fiscal ou social | 35% | 19% | 48 | 10 |
| “Super-ricos”, “altas rendas”, “tributação mínima” | 45% | 17% | 62 | 9 |
| “Aumento de imposto” e parecidas | 7% | 28% | 9 | 15 |
| “Eleitoreiro”, “populismo”, “demagogia” | 1% | 21% | 2 | 11 |
Isenção, sim; taxação, não
A lei não só isenta. Ela também cria uma tributação mínima para quem tem renda alta e um imposto retido na fonte sobre dividendos grandes, a parte do lucro que a empresa paga aos sócios. Parte da direita marcou posição ali.
De junho a novembro de 2025, 141 falas da Câmara ligaram o imposto de renda a essa compensação. A esquerda fez 115.
A direita fez 17. No dia da votação, Sargento Gonçalves (PL-RN) disse: “Presidente, isenção do Imposto de Renda, sim. Taxação sobre lucros e dividendos, não.” Capitão Alden (PL-BA), à noite: “Nós concordamos com essa isenção do Imposto de Renda, mas não com a taxação dos chamados super-ricos ou de quaisquer outras categorias”. Alberto Fraga cobrou “transparência quanto às compensações fiscais”. Os três votaram Sim.
De quem é a lei
A briga também foi de paternidade. No dia da votação, Gayer disse que “o Governo está fazendo algo que a Direita sempre defendeu”.
Oito dias depois, Pompeo de Mattos (PDT-RS) notou que todos tinham votado a favor, “os Deputados do Lula e os Deputados do Bolsonaro”. Disse que isso dava a entender que “o projeto era do Lula”. E corrigiu em seguida: “não há Governo da Direita e Governo da Esquerda, não há Lula e não há Bolsonaro”.
O centro também deu o crédito ao governo. Castro Neto (PSD-PI) disse que o projeto “cumpre uma promessa do nosso querido Presidente Lula”.
No dia da sanção, 26 de novembro, Helder Salomão (PT-ES) comemorou: “Parabéns ao Presidente Lula, que cumpre a sua principal promessa de campanha: isenção do Imposto de Renda!”
Fonte: Câmara dos Deputados, discursos com texto integral (dados abertos) de deputados do acervo do Aparte; partido na data pela lista oficial de discursos de Plenário ou pelo cabeçalho oficial da fala. Contagem do Aparte.
Ver dados
| Mês de 2025 | Esquerda | Direita |
|---|---|---|
| fev | 6 | 0 |
| mar | 29 | 2 |
| abr | 27 | 2 |
| mai | 11 | 5 |
| jun | 23 | 9 |
| jul | 36 | 2 |
| ago | 32 | 8 |
| set | 62 | 14 |
| out | 56 | 37 |
| nov | 19 | 2 |
| dez | 6 | 1 |
As falas da direita sobre o tema chegaram ao máximo no mês da votação: 37 em outubro. As da esquerda tiveram o pico antes, em setembro: 62.
O que o dado sustenta
O painel mostra que, na Câmara, a isenção não teve adversário. A tribuna mostra que ela teve dono disputado.
A esquerda falou mais do tema por três medidas: em número de falas, na parte das falas de cada lado e no ritmo desde 2023, de 33,9 falas sobre o tema a cada mil. Na direita, 8,8.
A direita concentrou as palavras de suspeita. E parte dela aprovou a isenção dizendo não, na tribuna, à taxação que a paga. No Senado, com menos falas no acervo, a diferença entre os lados é menor.
Como fizemos
Votação. Lemos na API de dados abertos da Câmara a votação nominal de 1º de outubro de 2025: 494 registros de voto, por deputado e partido, e as 11 orientações de liderança. Em 14 de outubro de 2026, conferimos na mesma lista o voto de cada deputado citado. No Senado, lemos o processo da matéria e o resultado oficial da sessão de 5 de novembro de 2025, também nos dados abertos. A ordem dos oradores naquela sessão segue a numeração oficial dos pronunciamentos: Flávio Bolsonaro, Izalci Lucas, Humberto Costa.
Falas. O acervo do Aparte guarda discursos com texto de 396 deputados, desde fevereiro de 2019 (388 com fala de 2023 em diante), e de 64 senadores. De 2023 a 2026, são 37.858 falas da Câmara e 9.601 do Senado. A API da Câmara repete discursos no arquivo de deputados homônimos: tiramos 371 cópias. Uma fala entra no tema quando cita o imposto de renda, por extenso ou pelas siglas IR e IRPF em maiúsculas (em minúsculas, “ir” é o verbo), e também um destes termos: isenção, 5 mil, altas rendas, super-ricos, tributação mínima, dividendos, justiça tributária, taxação ou o número do projeto. A busca é feita por programa (expressões regulares).
Lados. Esquerda: PT, PCdoB, PV, PSB, PDT, PSOL e Rede. Direita: PL, Novo, Republicanos, PP, União, PSDB, PRD e partidos menores da mesma linha (DC, PRTB, PTB, Patriota, DEM). Centro e outros: todos os demais, como PSD, MDB, Podemos, Avante, Solidariedade e Cidadania. Vale o partido na data da fala: na Câmara, pela lista oficial de discursos de Plenário e, quando o nome não casa com ela, pelo cabeçalho oficial da própria fala (2.042 falas); 49 ficaram sem partido, nenhuma sobre o tema. No Senado, vale o partido que o Senado registra em cada pronunciamento. A divisão é do Aparte, para medir os dois lados com a mesma régua.
Palavras. Em cada grupo de expressões, a fala conta uma vez. Suspeita: eleitoreiro, populismo, demagogia, ano eleitoral, cortina de fumaça, estelionato eleitoral, compra de voto e parecidas. Justiça: justiça tributária, fiscal ou social. Ricos: taxar os ricos, super-ricos, mais ricos, altas rendas, tributação mínima, quem ganha mais. Aumento: aumento de imposto, aumentar imposto, mais imposto, novo imposto, aumento da carga e parecidas. Anúncio de voto: frases como “vou votar favorável” e “somos favoráveis”. Compensação: falas do tema que citam tributação mínima, altas rendas, dividendos, super-ricos, compensação, fundos exclusivos ou offshores.
Leitura. A contagem aponta; a leitura confirma. Lemos o trecho de cada uma das 13 falas da Câmara com palavras de suspeita, de setembro a novembro, e a íntegra das 4 do Senado. Lemos também, uma a uma, as 13 falas que o programa marcou como anúncio de voto: a lista de palavras de crítica do programa achava crítica em menos falas do que a leitura, e por isso o número do programa ficou fora do texto. Cada citação foi conferida, letra por letra, no texto oficial publicado pela Câmara ou pelo Senado; o endereço de cada fala está nas fontes.
O que este número não diz
Contagem é indício, não classificação. O programa acha a palavra, não a intenção: “aumento de imposto” entra quando alguém acusa e quando alguém nega, e as palavras de suspeita pegam também falas sobre a MP 1.303, outro pacote de impostos da mesma época, quando citam o imposto de renda. O acervo é parcial: tem discursos de 396 dos 513 deputados e de 64 dos 81 senadores; quem não está nele não conta. O Senado é fino: poucas falas por mês, longas e com muitos assuntos. E a fonte consultada, os dados abertos do Senado, não traz votação nominal deste projeto: registra o resultado “Aprovado”, sem placar. Por isso não dizemos quantos senadores votaram nem se algum votou contra. Na Câmara, 19 deputados não registraram voto; ausência não é voto contrário. A seção não verifica cada afirmação feita na tribuna, como os números que os oradores citam.
Fontes
- Lei nº 15.270, de 26 de novembro de 2025 (Planalto)
- Câmara dos Deputados — PL 1087/2025, ficha de tramitação
- Câmara — votação nominal de 1º/10/2025, voto por deputado (dados abertos)
- Câmara — orientações das lideranças na votação (dados abertos)
- Câmara — todas as votações do PL 1087/2025 (dados abertos)
- Regimento Interno da Câmara, art. 17, § 1º (o presidente só vota para desempatar)
- Senado Federal — PL 1087/2025, ficha da matéria
- Senado — processo do PL 1087/2025 (dados abertos)
- Senado — resultado da sessão de 5/11/2025 (dados abertos)
- Senado — Izalci Lucas (PL-DF), 5/11/2025, entre Flávio Bolsonaro e Humberto Costa
- Senado — Flávio Bolsonaro (PL-RJ), 5/11/2025
- Senado — Humberto Costa (PT-PE), 5/11/2025
- Senado — Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), 25/3/2025
- Câmara — Bibo Nunes (PL-RS), 24/9/2025, 16h44
- Câmara — Alberto Fraga (PL-DF), 1º/10/2025, 18h44
- Câmara — Gustavo Gayer (PL-GO), 1º/10/2025, 15h56
- Câmara — Sargento Gonçalves (PL-RN), 1º/10/2025, 17h16
- Câmara — Capitão Alden (PL-BA), 1º/10/2025, 19h44
- Câmara — Bohn Gass (PT-RS), 1º/10/2025, 17h48
- Câmara — Jorge Solla (PT-BA), 7/10/2025, 20h52
- Câmara — Chico Alencar (PSOL-RJ), 20/3/2025, 9h20
- Câmara — Pompeo de Mattos (PDT-RS), 9/10/2025, 12h24
- Câmara — Castro Neto (PSD-PI), 1º/10/2025, 18h04
- Câmara — Helder Salomão (PT-ES), 26/11/2025, 16h12
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