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Uma seção do letramento.org

AparteO Congresso pelo que se diz na tribuna
Quarta-feira, 14 de outubro de 2026 · Edição nº 6
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Votações · ReportagemCongresso

Ninguém votou contra a isenção do IR na Câmara, mas a esquerda falou dela mais que o dobro da direita

Na Câmara, o painel marcou 493 votos Sim e nenhum Não. Na tribuna das duas Casas, de setembro a novembro de 2025, os dois lados disputaram o nome, a autoria e a conta da lei.

Mesa de pesquisa e repórter de votações

Em 5 de novembro de 2025, o Senado discutia a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês. Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu a palavra e disse que “é óbvio que o nosso voto vai ser a favor desse projeto, até porque também era um compromisso de campanha do Presidente Bolsonaro”. Logo depois, avisou: “Mas, certamente, o texto não seria esse”.

Depois dele falou Izalci Lucas (PL-DF). Em seguida, Humberto Costa (PT-PE) voltou ao ponto, sem dizer nomes: “aqui me antecedeu um Parlamentar bolsonarista que disse que essa proposta foi também uma promessa de campanha do ex-Presidente Bolsonaro – promessa que ele não cumpriu. Passou quatro anos, não fez”.

Flávio e Humberto pediam o mesmo voto. Disputavam outra coisa: de quem era a lei. O Senado aprovou o projeto naquele dia e o mandou à sanção. Os dados abertos do Senado registram o resultado “Aprovado”, sem votação nominal: a fonte consultada não traz placar. O projeto virou a Lei 15.270, de 26 de novembro de 2025.

Um mês antes, na Câmara, o painel não deixou dúvida. Em 1º de outubro de 2025, às 22h48, o texto do relator, Arthur Lira (PP-AL), teve 493 votos Sim. Nenhum deputado votou Não, se absteve ou obstruiu. Hugo Motta (Republicanos-PB), que presidia a sessão, aparece na lista como “Artigo 17”: pelo Regimento, numa votação aberta, o presidente só vota para desempatar.

O PL deu 82 votos Sim, mais que qualquer outro partido. O PT deu 66. Todas as orientações de liderança foram Sim, da Oposição ao Governo, passando pelo Novo.

Unânime no painel, desigual na tribuna

O placar foi unânime. A tribuna, não. O Aparte contou, no seu acervo, as falas sobre o imposto de renda e a isenção. Na Câmara, de setembro a novembro de 2025, a esquerda fez 137 falas sobre o tema. A direita fez 53.

A diferença não vem de a esquerda discursar mais. Nesses três meses, a direita subiu mais vezes à tribuna, sobre todos os assuntos: 2.096 falas. A esquerda fez 1.347.

Na esquerda, o tema esteve em 10 de cada 100 falas. Na direita, em menos de 3.

O centro, que esta conta separa dos dois lados, fez 22 falas sobre o tema. Nele estão PSD, MDB, Podemos, Avante, Solidariedade e Cidadania.

Desde 2023, os quatro deputados que mais falaram do assunto são da esquerda: Helder Salomão (PT-ES), Bohn Gass (PT-RS), Chico Alencar (PSOL-RJ) e Erika Kokay (PT-DF). O primeiro da direita na lista é Bibo Nunes (PL-RS), com 17 falas. Helder Salomão tem 46.

No Senado, a diferença é menor. De setembro a novembro, a esquerda fez 15 falas sobre o tema. A direita fez 11. Lá, o nome que mais aparece na conta desde 2023 é da direita: Cleitinho (Republicanos-MG), cujas falas, longas, passam por muitos assuntos.

Quem mais falou do temaFalas sobre o imposto de renda e a isenção, de 2023 a 2026: os 10 deputados e os 6 senadores que mais falaram. No Senado, Paulo Paim e Izalci Lucas empatam em 18 falas (3º e 4º). Partido na data da fala; quem trocou de partido aparece com os dois. Toque em Câmara ou Senado.
  1. Helder SalomãoPT-ES46
  2. Bohn GassPT-RS42
  3. Chico AlencarPSOL-RJ41
  4. Erika KokayPT-DF38
  5. Jorge SollaPT-BA23
  6. Lindbergh FariasPT-RJ19
  7. Merlong SolanoPT-PI19
  8. Bibo NunesPL-RS17
  9. Alencar SantanaPT-SP16
  10. Carlos JordyPL-RJ13

Fonte: Câmara dos Deputados e Senado Federal, discursos com texto integral (dados abertos) de parlamentares do acervo do Aparte; partido na data da fala. Contagem do Aparte.

Ver dados
CasaParlamentarFalas sobre o tema
CâmaraHelder Salomão PT-ES46
CâmaraBohn Gass PT-RS42
CâmaraChico Alencar PSOL-RJ41
CâmaraErika Kokay PT-DF38
CâmaraJorge Solla PT-BA23
CâmaraLindbergh Farias PT-RJ19
CâmaraMerlong Solano PT-PI19
CâmaraBibo Nunes PL-RS17
CâmaraAlencar Santana PT-SP16
CâmaraCarlos Jordy PL-RJ13
SenadoCleitinho Azevedo Republicanos-MG25
SenadoHumberto Costa PT-PE20
SenadoPaulo Paim PT-RS18
SenadoIzalci Lucas PSDB e PL-DF18
SenadoJorge Kajuru PSB-GO8
SenadoOriovisto Guimarães Podemos e PSDB-PR7

Palavras de suspeita e voto Sim

As palavras de suspeita vieram, na maior parte, de quem votou a favor. Uma semana antes da votação, em 24 de setembro, Bibo Nunes disse: “Essa é uma proposta de campanha tanto de Bolsonaro como de Lula.” Depois, atacou o momento escolhido: “Demagogia política, pensando em votos e não no povo, simplesmente pensando na urna.” E anunciou: “Eu vou votar favorável à proposta”.

No dia da votação, Alberto Fraga (PL-DF) anunciou que “o Plenário vai, evidentemente, votar a favor”. Na frase seguinte, disse: “trata-se de mais uma política populista do Presidente Lula”. E ponderou: “O projeto tem muito mais pontos positivos do que negativos”.

Gustavo Gayer (PL-GO), também do PL, foi pelo mesmo caminho: “Essa demagogia não cola. Isso nunca foi bandeira da Esquerda.” Na lista nominal de 1º de outubro, os três aparecem com voto Sim.

O Aparte procurou, nas falas sobre o tema, palavras de suspeita como “eleitoreiro”, “populismo”, “demagogia” e “ano eleitoral”. Na Câmara, de setembro a novembro, elas apareceram em 11 falas da direita. Na esquerda, em 2.

A esquerda também usou essas palavras, com o alvo trocado. Uma das duas falas é de Jorge Solla (PT-BA), uma semana depois, noutra votação: “Ninguém vai ser contra, mas só por receio do ano que vem, que será ano eleitoral, e não porque concordem, não.” Na mesma fala, ele diz que a direita estava, “mais uma vez, como foi na votação do Imposto de Renda, contra”. O painel daquela votação mostra 493 Sim e nenhum Não.

Em março, Chico Alencar (PSOL-RJ) já tinha usado “demagogia” contra quem pedia mais: “existe gente que, por demagogia irresponsável, fala em estabelecer isenção para quem recebe até 10 mil ou garantir que não se taxem os super-ricos”.

O programa marcou 9 falas da direita, na Câmara, como anúncio de voto a favor. Lidas uma a uma, todas dizem apoiar a isenção. E todas trazem, na mesma fala, crítica ao governo, ao momento escolhido ou à compensação.

Na esquerda, o programa marcou 4. Só 2 anunciam o voto de quem fala, e nenhuma critica o governo. Uma delas diz que o projeto ainda não é a reforma ideal.

No Senado, essa conta não serve. As 4 falas da direita com palavras de suspeita, de setembro a novembro, são todas de Cleitinho. Em 3, ele diz de si mesmo que tenta ser menos demagogo.

Em março, no Senado, Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) já dizia que a isenção, prevista para valer só em 2026, “em pleno ano eleitoral, é claramente mais uma medida de grande apelo eleitoral”.

A mesma lei, três nomes

Cada lado deu à lei um nome. Para a esquerda, era “justiça tributária”. A expressão, ou as irmãs “justiça fiscal” e “justiça social”, esteve em 48 falas da esquerda sobre o tema. Na direita, em 10.

A esquerda também falou em cobrar dos ricos, com expressões como “super-ricos”, “altas rendas” e “tributação mínima”. Foram 62 falas. Na direita, 9.

Bohn Gass (PT-RS) resumiu a fórmula no dia da votação: “Para compensar essa medida, ainda fazendo justiça tributária, vamos taxar os supersalários.” E antecipou a réplica: “Ninguém venha aqui dizer que o Haddad e o Lula estão aumentando imposto, porque quem aumentou imposto foi o Bolsonaro.”

A direita preferiu outro nome. “Aumento de imposto” e expressões parecidas estiveram em 15 falas da direita sobre o tema. Na esquerda, em 9. A conta pega tanto quem acusa quanto quem nega.

As palavras de cada ladoParte das falas sobre o imposto de renda e a isenção que usam cada expressão, na Câmara, de setembro a novembro de 2025: 137 falas da esquerda e 53 da direita.
EsquerdaDireita

Fonte: Câmara dos Deputados, discursos com texto integral (dados abertos) de deputados do acervo do Aparte; partido na data pela lista oficial de discursos de Plenário ou pelo cabeçalho oficial da fala. Contagem do Aparte.

Ver dados
ExpressãoEsquerdaDireitaFalas da esquerda (de 137)Falas da direita (de 53)
“Isenção”91%87%12446
“Justiça tributária”, fiscal ou social35%19%4810
“Super-ricos”, “altas rendas”, “tributação mínima”45%17%629
“Aumento de imposto” e parecidas7%28%915
“Eleitoreiro”, “populismo”, “demagogia”1%21%211

Isenção, sim; taxação, não

A lei não só isenta. Ela também cria uma tributação mínima para quem tem renda alta e um imposto retido na fonte sobre dividendos grandes, a parte do lucro que a empresa paga aos sócios. Parte da direita marcou posição ali.

De junho a novembro de 2025, 141 falas da Câmara ligaram o imposto de renda a essa compensação. A esquerda fez 115.

A direita fez 17. No dia da votação, Sargento Gonçalves (PL-RN) disse: “Presidente, isenção do Imposto de Renda, sim. Taxação sobre lucros e dividendos, não.” Capitão Alden (PL-BA), à noite: “Nós concordamos com essa isenção do Imposto de Renda, mas não com a taxação dos chamados super-ricos ou de quaisquer outras categorias”. Alberto Fraga cobrou “transparência quanto às compensações fiscais”. Os três votaram Sim.

De quem é a lei

A briga também foi de paternidade. No dia da votação, Gayer disse que “o Governo está fazendo algo que a Direita sempre defendeu”.

Oito dias depois, Pompeo de Mattos (PDT-RS) notou que todos tinham votado a favor, “os Deputados do Lula e os Deputados do Bolsonaro”. Disse que isso dava a entender que “o projeto era do Lula”. E corrigiu em seguida: “não há Governo da Direita e Governo da Esquerda, não há Lula e não há Bolsonaro”.

O centro também deu o crédito ao governo. Castro Neto (PSD-PI) disse que o projeto “cumpre uma promessa do nosso querido Presidente Lula”.

No dia da sanção, 26 de novembro, Helder Salomão (PT-ES) comemorou: “Parabéns ao Presidente Lula, que cumpre a sua principal promessa de campanha: isenção do Imposto de Renda!”

Falas sobre a isenção, mês a mêsCâmara, falas sobre o imposto de renda e a isenção da esquerda e da direita em 2025. Toque numa barra para ver o número. O projeto chegou em março; a Câmara votou em 1º de outubro; o Senado, em 5 de novembro; a sanção foi em 26 de novembro.
EsquerdaDireita

Fonte: Câmara dos Deputados, discursos com texto integral (dados abertos) de deputados do acervo do Aparte; partido na data pela lista oficial de discursos de Plenário ou pelo cabeçalho oficial da fala. Contagem do Aparte.

Ver dados
Mês de 2025EsquerdaDireita
fev60
mar292
abr272
mai115
jun239
jul362
ago328
set6214
out5637
nov192
dez61

As falas da direita sobre o tema chegaram ao máximo no mês da votação: 37 em outubro. As da esquerda tiveram o pico antes, em setembro: 62.

O que o dado sustenta

O painel mostra que, na Câmara, a isenção não teve adversário. A tribuna mostra que ela teve dono disputado.

A esquerda falou mais do tema por três medidas: em número de falas, na parte das falas de cada lado e no ritmo desde 2023, de 33,9 falas sobre o tema a cada mil. Na direita, 8,8.

A direita concentrou as palavras de suspeita. E parte dela aprovou a isenção dizendo não, na tribuna, à taxação que a paga. No Senado, com menos falas no acervo, a diferença entre os lados é menor.

Como fizemos

Votação. Lemos na API de dados abertos da Câmara a votação nominal de 1º de outubro de 2025: 494 registros de voto, por deputado e partido, e as 11 orientações de liderança. Em 14 de outubro de 2026, conferimos na mesma lista o voto de cada deputado citado. No Senado, lemos o processo da matéria e o resultado oficial da sessão de 5 de novembro de 2025, também nos dados abertos. A ordem dos oradores naquela sessão segue a numeração oficial dos pronunciamentos: Flávio Bolsonaro, Izalci Lucas, Humberto Costa.

Falas. O acervo do Aparte guarda discursos com texto de 396 deputados, desde fevereiro de 2019 (388 com fala de 2023 em diante), e de 64 senadores. De 2023 a 2026, são 37.858 falas da Câmara e 9.601 do Senado. A API da Câmara repete discursos no arquivo de deputados homônimos: tiramos 371 cópias. Uma fala entra no tema quando cita o imposto de renda, por extenso ou pelas siglas IR e IRPF em maiúsculas (em minúsculas, “ir” é o verbo), e também um destes termos: isenção, 5 mil, altas rendas, super-ricos, tributação mínima, dividendos, justiça tributária, taxação ou o número do projeto. A busca é feita por programa (expressões regulares).

Lados. Esquerda: PT, PCdoB, PV, PSB, PDT, PSOL e Rede. Direita: PL, Novo, Republicanos, PP, União, PSDB, PRD e partidos menores da mesma linha (DC, PRTB, PTB, Patriota, DEM). Centro e outros: todos os demais, como PSD, MDB, Podemos, Avante, Solidariedade e Cidadania. Vale o partido na data da fala: na Câmara, pela lista oficial de discursos de Plenário e, quando o nome não casa com ela, pelo cabeçalho oficial da própria fala (2.042 falas); 49 ficaram sem partido, nenhuma sobre o tema. No Senado, vale o partido que o Senado registra em cada pronunciamento. A divisão é do Aparte, para medir os dois lados com a mesma régua.

Palavras. Em cada grupo de expressões, a fala conta uma vez. Suspeita: eleitoreiro, populismo, demagogia, ano eleitoral, cortina de fumaça, estelionato eleitoral, compra de voto e parecidas. Justiça: justiça tributária, fiscal ou social. Ricos: taxar os ricos, super-ricos, mais ricos, altas rendas, tributação mínima, quem ganha mais. Aumento: aumento de imposto, aumentar imposto, mais imposto, novo imposto, aumento da carga e parecidas. Anúncio de voto: frases como “vou votar favorável” e “somos favoráveis”. Compensação: falas do tema que citam tributação mínima, altas rendas, dividendos, super-ricos, compensação, fundos exclusivos ou offshores.

Leitura. A contagem aponta; a leitura confirma. Lemos o trecho de cada uma das 13 falas da Câmara com palavras de suspeita, de setembro a novembro, e a íntegra das 4 do Senado. Lemos também, uma a uma, as 13 falas que o programa marcou como anúncio de voto: a lista de palavras de crítica do programa achava crítica em menos falas do que a leitura, e por isso o número do programa ficou fora do texto. Cada citação foi conferida, letra por letra, no texto oficial publicado pela Câmara ou pelo Senado; o endereço de cada fala está nas fontes.

O que este número não diz

Contagem é indício, não classificação. O programa acha a palavra, não a intenção: “aumento de imposto” entra quando alguém acusa e quando alguém nega, e as palavras de suspeita pegam também falas sobre a MP 1.303, outro pacote de impostos da mesma época, quando citam o imposto de renda. O acervo é parcial: tem discursos de 396 dos 513 deputados e de 64 dos 81 senadores; quem não está nele não conta. O Senado é fino: poucas falas por mês, longas e com muitos assuntos. E a fonte consultada, os dados abertos do Senado, não traz votação nominal deste projeto: registra o resultado “Aprovado”, sem placar. Por isso não dizemos quantos senadores votaram nem se algum votou contra. Na Câmara, 19 deputados não registraram voto; ausência não é voto contrário. A seção não verifica cada afirmação feita na tribuna, como os números que os oradores citam.

Fontes

  1. Lei nº 15.270, de 26 de novembro de 2025 (Planalto)
  2. Câmara dos Deputados — PL 1087/2025, ficha de tramitação
  3. Câmara — votação nominal de 1º/10/2025, voto por deputado (dados abertos)
  4. Câmara — orientações das lideranças na votação (dados abertos)
  5. Câmara — todas as votações do PL 1087/2025 (dados abertos)
  6. Regimento Interno da Câmara, art. 17, § 1º (o presidente só vota para desempatar)
  7. Senado Federal — PL 1087/2025, ficha da matéria
  8. Senado — processo do PL 1087/2025 (dados abertos)
  9. Senado — resultado da sessão de 5/11/2025 (dados abertos)
  10. Senado — Izalci Lucas (PL-DF), 5/11/2025, entre Flávio Bolsonaro e Humberto Costa
  11. Senado — Flávio Bolsonaro (PL-RJ), 5/11/2025
  12. Senado — Humberto Costa (PT-PE), 5/11/2025
  13. Senado — Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), 25/3/2025
  14. Câmara — Bibo Nunes (PL-RS), 24/9/2025, 16h44
  15. Câmara — Alberto Fraga (PL-DF), 1º/10/2025, 18h44
  16. Câmara — Gustavo Gayer (PL-GO), 1º/10/2025, 15h56
  17. Câmara — Sargento Gonçalves (PL-RN), 1º/10/2025, 17h16
  18. Câmara — Capitão Alden (PL-BA), 1º/10/2025, 19h44
  19. Câmara — Bohn Gass (PT-RS), 1º/10/2025, 17h48
  20. Câmara — Jorge Solla (PT-BA), 7/10/2025, 20h52
  21. Câmara — Chico Alencar (PSOL-RJ), 20/3/2025, 9h20
  22. Câmara — Pompeo de Mattos (PDT-RS), 9/10/2025, 12h24
  23. Câmara — Castro Neto (PSD-PI), 1º/10/2025, 18h04
  24. Câmara — Helder Salomão (PT-ES), 26/11/2025, 16h12

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